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sexta-feira, julho 12, 2024

The New York Times processa OpenAI e Microsoft por violação de direitos

O jornal afirma que as empresas usaram matérias publicadas para desenvolver e comercializar modelos de inteligência artificial

O jornal The New York Times entrou com uma ação judicial nesta última quarta-feira, dia 27, contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Microsoft, sua principal investidora, por violação de direitos autorais, por ter utilizado seus artigos e reportagens para alimentar avançados modelos de inteligência artificial (IA).

Segundo a ação, as duas empresas “buscam se aproveitar do enorme investimento do Times em seu jornalismo, utilizando-o para criar produtos substitutos sem permissão nem pagamento”.

“Como é explicado na denúncia, a Microsoft e a OpenAI usaram nosso trabalho para desenvolver e comercializar seus produtos de inteligência artificial generativa sem autorização do Times”, afirmou à AFP um porta-voz do jornal. Trata-se de uma “violação de direitos autorais em termos de conteúdo e trabalho jornalístico”, acrescentou.

Segundo a denúncia, o periódico estima em “bilhões de dólares” os danos sofridos e exige uma indenização, além de uma ordem para que as empresas deixem de utilizar seu conteúdo e destruam os dados já compilados.

Com o processo, o New York Times, um dos grupos de imprensa mais respeitados dos Estados Unidos, optou por uma abordagem mais agressiva diante do repentino aumento dos chatbots de IA em comparação com outros grupos de mídia, como o alemão Axel Springer e a agência Associated Press (AP), que assinaram acordos de conteúdo com a OpenAI.

A Microsoft é uma importante investidora da OpenAI e implementou rapidamente os avanços da IA em seus próprios produtos após o lançamento do chatbot de soluções em texto ChatGPT, no ano passado.

Os modelos de IA que impulsionam o ChatGPT e o Copilot da Microsoft (anteriormente Bing) foram alimentados durante anos com conteúdo disponível na internet, com a presunção de que seria possível usá-los sem a necessidade de autorização nem de compensação às fontes de origem.

“Essas ferramentas foram criadas e continuam utilizando jornalismo independente e conteúdo que estão disponíveis apenas porque nós e nossos colegas os produzimos, editamos e checamos com um alto custo e experiência considerável”, destacou o porta-voz do Times.

*Via R7

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