Quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de um jovem de 22 anos, ocorrido em junho, na localidade de Campo Bom, em Jaguaruna.
A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da comarca e já foi recebida pela Justiça.
Segundo o MPSC, três homens e uma mulher teriam participado do crime. A vítima teria sido agredida, rendida e levada contra a própria vontade até uma propriedade rural, onde foi exposta ao fogo.
O corpo foi encontrado no dia 13 de junho, em uma plantação de eucaliptos. Conforme a denúncia, exames periciais indicaram que o jovem ainda estava vivo e respirava quando foi atingido pelas chamas.
De acordo com o Ministério Público, a identificação dos suspeitos ocorreu a partir da análise de depoimentos, materiais apreendidos e dados telefônicos.
As informações obtidas durante a investigação também teriam apontado o envolvimento dos denunciados com atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
Segundo o MPSC, elementos reunidos no procedimento ajudaram a esclarecer a dinâmica do crime e incluem declarações atribuídas aos próprios acusados sobre a participação no homicídio.
Conforme a denúncia, o grupo teria invadido uma propriedade particular no bairro Campo Bom e levado a vítima até uma área de plantação de eucaliptos. No local, o jovem foi agredido e posteriormente submetido ao fogo.
O laudo médico-pericial apontou elevado grau de carbonização do corpo. A identificação da vítima foi possível por meio de exame de confronto papiloscópico.
Para o Ministério Público, o emprego do fogo caracteriza meio cruel. A acusação também sustenta que a vítima teve sua capacidade de defesa reduzida porque foi surpreendida por um grupo em maior número e estaria sob efeito de drogas.
Motivação teria relação com desentendimento dentro de grupo criminoso
Segundo a denúncia, tanto a vítima quanto os acusados teriam envolvimento com o tráfico de drogas e integrariam uma facção criminosa.
O crime teria sido motivado por uma afirmação feita pela vítima envolvendo a companheira de um dos denunciados.
O jovem teria dito que a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal, mas não teria apresentado provas da acusação.
Conforme o MPSC, a situação teria sido interpretada pelos integrantes do grupo como uma forma de deslealdade. Para a Promotoria de Justiça, essa circunstância caracteriza o motivo torpe atribuído ao homicídio.
Um dos denunciados é apontado pela acusação como integrante de posição de comando no tráfico de drogas.
Outro seria irmão da mulher mencionada no episódio. O quarto acusado também teria participação nas atividades criminosas e exerceria funções ligadas à manutenção da autoridade dentro do grupo.
O MPSC pede que os quatro réus sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. A denúncia ainda será submetida ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.
*Com informações de Sul Agora




