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Criciúma
terça-feira, outubro 6, 2026

Sobe para 11 o número de vítimas do acidente na Anjo Tintas

Subiu para 11 o número de trabalhadores atingidos pelo acidente de trabalho ocorrido na manhã de segunda-feira (5), na unidade matriz da Anjo Tintas, em Criciúma. Além do empregado de 27 anos que teve 80% do corpo queimado e de um trabalhador terceirizado que sofreu fratura em um dos pés, outros sete empregados da empresa foram atingidos.

Também foi confirmado o atendimento de dois integrantes da Brigada de Incêndio na UPA do Rio Maina. As informações foram apuradas pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, que continua acompanhando o caso.

Os outros sete trabalhadores são cinco homens e duas mulheres, com idades entre 19 e 32 anos. Conforme as Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) emitidas pela empresa, eles apresentaram “afecções respiratórias”. Nenhum necessitou de internação hospitalar, mas todos ficarão afastados de suas atividades normais.

O trabalhador que sofreu queimaduras foi transferido para o Hospital da Unimed e está em estado estável. As informações recebidas pela diretoria do Sindicato indicam que ele permanece inconsciente. A equipe médica aguarda a evolução do quadro para avaliar a necessidade, ou não, de transferência para um hospital especializado no tratamento de queimados, em Lages.

A CAT emitida pela empresa informa que o trabalhador realizava uma operação de transferência de acetato de um tanque para um caminhão quando, durante o processo, teve início o incêndio. Conforme o documento, ele estava próximo ao caminhão e foi atingido pelas chamas. A CAT registra diagnóstico de queimadura de terceiro grau.

Também foi confirmado que dois integrantes da Brigada de Incêndio que atuaram na ocorrência precisaram de atendimento na UPA do Rio Maina. Com esses dois casos, chega a 11 o número de trabalhadores atingidos pelo acidente.

O trabalhador que sofreu as queimaduras não é associado ao Sindicato, informou o presidente Carlos de Cordes, o Dé. “Por essa razão, não temos dados pessoais e familiares do trabalhador, mas sua família já foi informada de que o Sindicato está à disposição para prestar todo o apoio necessário”, afirmou.

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