Dia do Vigilante: a importância de quem é dedicado a garantir segurança

Hoje, dia 20 de junho, é comemorado o Dia do Vigilante

Foto: Arquivo pessoal

- PUBLICIDADE -

Ezio Borges completa 46 anos nesta segunda-feira, 20 de junho, data em que é comemorada a profissão que escolheu para a vida. Filho de vigilante, ele chegou a trabalhar em outras áreas antes de entrar para o ramo da segurança privada, onde se encontrou há 13 anos.

> Clique aqui e receba as principais notícias do sul catarinense no WhatsApp

- PUBLICIDADE -

Senso de justiça, atenção aos detalhes e disciplina são algumas das características pessoais de Borges que foram evidenciadas depois de ser tornar vigilante. Atualmente, ele trabalha em uma agência de cooperativa de crédito no centro de Criciúma. “Foi uma profissão que passei a gostar assim que comecei a exercer”, conta. Na visão do profissional, a responsabilidade de trabalhar em um ambiente que recebe diariamente um grande fluxo
de dinheiro é enorme.

“Recebemos muita informação, então precisamos sempre manter o sigilo de tudo o que observamos e ouvimos. O nosso trabalho é evitar o perigo, o risco de um acontecimento ruim. A partir do momento em que terminou o nosso expediente, aquelas informações ficam lá dentro da agência. Não podemos comentar com ninguém, até pela ética profissional”, ressalta.

Fundamentais
Os vigilantes, mais do que nunca, ocupam cargos de confiança nas empresas em que trabalham. “Independente do salário, eles nos veem como grandes profissionais, indispensáveis para o bom funcionamento do local. Por isso, temos a responsabilidade de não vazar nenhuma informação dos clientes e garantir a segurança da empresa”, destaca o paranaense morador de Criciúma.

Borges é funcionário das Empresas Radar. Ele fez um curso de formação em vigilância, e depois se graduou em transporte de valores. Para ampliar ainda mais a sua qualificação, o vigilante está começando um curso técnico em Segurança do Trabalho.

A profissão costuma registrar algumas situações inusitadas durante a rotina. “Uma vez, um senhor entrou na agência com um revólver. Ele era cliente, estava indo fazer reparos na arma, mas decidiu passar lá antes. Conseguimos resolver sem envolver o apoio da polícia, internamente”, recorda.

Por outro lado, também há situações de perigo. “Já consegui barrar um homem que tentou entrar com uma arma escondida dentro de uma caixa de bombom. Em outro dia, havia alguém circulando em frente à agência de maneira suspeita, olhando os clientes entrando e saindo com valores em dinheiro. Chamei a polícia e em 10 minutos resolvemos”, pontua.

Orgulho
Mas, no final das contas, o que importa é a própria realização. “Tenho orgulho de ser vigilante. É uma profissão muito digna e que exerço com prazer, sempre prezando por um serviço de qualidade”, arremata Borges.

Borges é um dos aproximadamente 1 mil trabalhadores que atuam como vigilantes na região. O 20 de junho é especial para eles, já que foi neste dia, há 39 anos, que a Lei nº 7.102/1983 foi sancionada e regulamentou a profissão. A categoria é representada pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância e Transporte de Valores da Região Sul de Santa Catarina (Sinvac).

As principais qualidades
De acordo com José Altair Back, proprietário das Empresas Radar, algumas qualidades
são indispensáveis para exercer a função, como cordialidade, simpatia, disciplina, responsabilidade, atenção, boa memória visual, boa comunicação, capacidade de reação,
sigilo e discrição.

Atualmente, é mais comum a contratação deste tipo de profissional a partir de empresas
privadas, com os condomínios residenciais optando, em sua maioria, pela segurança
eletrônica. Back listou os benefícios do investimento em segurança.

“Vai inibir a ação dos criminosos, pois terão muita dificuldade de obter êxito devido
à ação do vigilante. Podemos garantir que o patrimônio estará sem protegido. O cliente, por ter seu foco na produção da sua empresa, no seu comércio, poderá ter a tranquilidade de contar com um profissional capacitado para trabalhar na segurança e proteção do estabelecimento”, destaca.

Requisitos
Para trabalhar na área, é necessário ser maior de 21 anos, ser brasileiro nato, se formar em um curso de vigilância e não ter antecedentes criminais. É comum que essas
pessoas passem despercebidas durante a maior parte do tempo e só sejam lembradas quando ocorre algum problema. Então, mais do que nunca, ter um dia dedicado a eles é uma importante conquista para valorizar esses profissionais. “Eles desempenham um importante papel na sociedade e merecem a nossa homenagem e respeito. Se você convive com um vigilante, gaste um tempo do seu dia para parabenizá-lo nesta segunda-feira”, finaliza Back.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.