O cooperativismo e o desenvolvimento caminham lado a lado

Data celebra o dia do modelo que sustenta a economia de Santa Catarina e é exaltado por especialistas como um espelho a ser seguido

Foto: Nilton Alves/TN

- PUBLICIDADE -

Gustavo Milioli/Especial

Criciúma

- PUBLICIDADE -

O Dia Internacional do Cooperativismo é comemorado há 99 anos em todos os continentes no primeiro sábado do mês de julho. Santa Catarina tem sólidos motivos para celebrar essa data: as cooperativas catarinenses representam 11% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e reúnem mais de 3 milhões de associados.

> Clique aqui e receba as principais notícias do sul catarinense no WhatsApp

Na região Sul do Estado, o modelo apresenta-se com ainda mais força. Grande parte dos municípios menores comporta ao menos uma cooperativa. Os ramos são variados. Cooperativas agropecuárias, de crédito, de saúde, minerais, de energia e de produção são as mais visadas.

“O cooperativismo moderniza e dinamiza muitos setores da vida barriga-verde. Algumas das áreas de maior produtividade e eficiência são frutos do cooperativismo, como a produção de aves, suínos, grãos e leite, o crédito para o desenvolvimento da economia local, serviços especializados de saúde, distribuição de energia elétrica, transporte de cargas, sistemas de educação e entre outras”, analisa Luiz Vicente Suzin, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Santa Catarina (SESCOOP/SC).

Mas, afinal, o que é uma cooperativa?

Segundo a definição da Organização das Nações Unidas (ONU), que estipulou esta data para celebrar a existência do modelo, cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns. A empresa existe sem um ‘dono’ e é democraticamente gerida. São organizações de pessoas, e não de capitais, pois embora realizem movimentação de mercado, não visam ao lucro, mas sim ao avanço econômico e social dos seus cooperados.

Os pilares do cooperativismo são: Adesão livre e voluntária; Gestão democrática pelos cooperados; Participação econômica dos cooperados; Autonomia e independência; Educação, formação e informação; Intercooperação; Interesse pela comunidade.

“As cooperativas tornaram-se influentes e relevantes no campo e na cidade. Os princípios universais do cooperativismo continuam extremamente atuais. As famílias perceberam que conhecer, cultuar e praticar a cultura cooperativista com base nesses valores é essencial para a perenidade e o sucesso das cooperativas. A prática dos valores cooperativistas contribui para os resultados financeiros e econômicos almejados”, exalta Suzin, pequisador do tema, que atrela o modelo aos altos índices de qualidade de vida nos lugares onde é mais presente. “Foi

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.