Orleans: rico legado cultural histórico

Município exalta as raízes dos antepassados e busca maneiras de preservá-las mesmo após mais de um século de história

Arquivo TN

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Tiago Monte

Orleans

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Com uma bagagem histórica riquíssima, o legado deixado pelos antigos colonizadores não poderia ficar em branco. Ao longo desse século, Orleans manteve as tradições e o desenvolvimento girou em torno da base sólida deixada pelos primeiros moradores. Por isso, mesmo após 107 anos, o foco do município continua voltado à parte cultural, buscando valorizá-la e disseminá-la dentro e fora da cidade.

Uma cultura tão forte e presente não poderia se ater apenas aos costumes. Com o passar dos anos, o município ganhou locais que ajudam a preservar a história, movimentar o turismo e levar o nome da cidade para fora. Orleans é conhecida como a ‘Capital da Cultura’, em decorrência de que, nos idos dos anos 80, o padre João Dall’Alba construiu o Museu ao Ar Livre. “Isso é um contexto histórico. A Febave (Fundação Educacional Barriga Verde), mantenedora do Unibave (Centro Universitário Barriga Verde), investe e cria atrativos. Iniciou-se com o Museu ao Ar Livre, que, em termos de acervo e até arquitetura histórica, é o mais completo da região e da América Latina. Ali resguarda a história da nossa colonização”, comenta Guilherme Valente de Souza, reitor do Unibave.

Em seguida, surgiu a obra Esculturas do Paredão, que teve apoio da comunidade local para ser construída e o incentivo do padre João, que assessorou o artista Zé Diabo a esculpir passagens bíblicas. “São nove painéis, talhados na rocha, que contam recortes bíblicos”, lembra o reitor.

Na Casa de Pedra, anexo ao museu, está todo o acervo documental da Colônia Grão Pará, criada pela Princesa Isabel – já que Orleans era dote de casamento dela. Então, ela criou uma empresa para lotear essa região que ela recebeu. “Essa documentação completa, desde o início até o final da empresa Colônia Grão Pará está no acervo. São mais de 200 mil páginas contando a história”, comenta Guilherme.

Além disso, Orleans tem a segunda Academia de Letras mais antiga do estado, só atrás da capital. Por isso, as atenções do município se voltam a preservar e incentivar esses equipamentos culturais e ações, aliando-os ao desenvolvimento.

Apoio público para restauração

Na atual gestão, o prefeito Jorge Koch aumentou o aporte financeiro para a restauração e reconstrução das unidades do museu. “São construções de madeira e o tempo acaba danificando isso. A atual gestão tem sensibilidade para investir e ajudar a Febave a manter”, explica Guilherme.

Uma outra fonte para as manutenções pode vir das empresas. “Somos uma Fundação. Então, podemos também receber recursos de empresas, que podem deduzir do Imposto de Renda na área da cultura. Assim, poderemos melhorar as nossas áreas de museus e também ampliar o que for possível”, diz.

O Museu ao Ar Livre tombado como patrimônio cultural brasileiro em julho de 2019 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Isso deu uma maior visibilidade e aumentou o fluxo de turistas. “Tudo é muito elogiado pelos visitantes. O acolhimento ao turista corrobora com o crescimento do movimento”, comenta o reitor.

 

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