Escola recebe manutenção após ser interditada em Araranguá

Devido às chuvas e à má condição da parte coberta, E.E.B Castro Alves foi impossibilitada de receber estudantes e professores até passar por melhorias

Foto: Divulgação
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Araranguá

As fortes chuvas que atingiram a região Sul, junto à má condição da estrutura, culminaram para que a Escola de Educação Básica Castro Alves, localizada no centro de Araranguá, fosse interditada pelo Corpo de Bombeiros. A decisão foi tomada em conjunto com os gestores. Desde o dia 11 de junho, estudantes, professores e trabalhadores da instituição não podem ir presencialmente até o local. Atualmente, o Governo do Estado realiza melhorias que podem levar até 90 dias de execução.

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Atualmente, cerca de 900 alunos, do Ensino Fundamental, fazem parte do quadro escolar da instituição. “Devido às grandes chuvas, alguns telhados cederam. Não caíram, mas baixaram. A gente conversou com os bombeiros e optamos por interditar e fazer uma revisão geral dos telhados. Eles detectaram que além do tempo, os cupins também atingiram a parte coberta da escola. Então a interdição foi feita antes de colocar em risco qualquer pessoa que frequenta o local”, explica a diretora da escola, Márcia Cardoso Machado Martins.

Sem a possibilidade do ensino presencial, pelo menos até o momento, professores e gestores se desdobram para organizar a estrutura das aulas. “Estamos só no sistema remoto. Está bem complicado, nem a equipe gestora pode estar lá [na escola]. Temos que imprimir material para os alunos que não têm acesso. Além disso, estamos levando os nossos materiais para cima e para baixo, e não é pouca coisa”, acrescenta a diretora da instituição.

A necessidade de uma solução é urgente e imediata, já que os alunos, bem como os trabalhadores, precisam de um local físico para realizar as atividades. “Eles estão trabalhando para arrumar a parte coberta. Essa semana o secretário Vampiro liberou uma verba para fazer essa parte, a manutenção elétrica e a pintura. A Associação de Pais e Professores (APP) está tentando reivindicar a reforma geral da escola, porque ela já tem 76 anos e está sem a manutenção há muito tempo”, afirma Márcia.

A reforma paliativa, conforme a expectativa anunciada, deve ser executada em até três meses. Por isso, a gestão da escola busca um espaço temporário para receber os estudantes. “Estamos pedindo um local para poder realizar as aulas, colocar nossos equipamentos e conseguir ter um atendimento presencial. Nós fomos até o Centro Educacional Futurão para ver a possibilidade de locação e agora estão vendo se conseguem, porque envolvem algumas documentações”, finaliza Márcia.

De acordo com a coordenadora Regional de Educação, Rosane Castelan, trabalhadores da empresa contratada pelo Estado realizam melhorias na estrutura. “O tempo previsto para esta obra está estimado em 75 a 90 dias com recursos na ordem de cerca de R$ 500 mil, incluindo além da restauração da cobertura, outras medidas necessárias como revisão elétrica, troca de forros e pinturas”, explica.

A coordenadora afirma que alternativas estão sendo estudadas para possibilitar o atendimento presencial. “Enquanto isso não se concretiza seguimos atendendo remotamente”, finaliza.

Vereador pede reforma total

A situação da E.E.B. Castro Alves foi levada à Câmara de Vereadores de Araranguá. Um requerimento foi aprovado, de autoria do vereador e vice-presidente, Jair Anastácio (PT) ao governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, solicitando o aluguel urgente de imóvel adequado para a instalação da instituição e reforma total da atual sede.

Conforme Anastácio, a realidade do educandário precisa mudar. “Solicitamos medidas urgentes para que os alunos e familiares não sejam prejudicados, ou seja, uma medida como alugar algum prédio para que as aulas continuem e não fiquem suspensas por todo esse período. Além disso, pedimos que o governo que realize uma reforma total, levando em consideração a necessidade da unidade de ensino”, enfatiza.

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