O Sul estará no Brasileiro de Boxe

O criciumense Lucas Royer Sander, de 15 anos, vence o Estadual, na categoria Cadete, e representará Santa Catarina no Nacional

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Tiago Monte

Criciúma

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Mais uma vez, Criciúma estará disputando um título nacional de boxe. Lucas Royer Sander, de 15 anos, venceu o Campeonato Catarinense, em Joinville, e está classificado para o Brasileiro, que será realizado até o final do ano.

Ele foi o primeiro colocado na categoria Cadete – entre 15 e 16 anos – no boxe olímpico com categoria até 60 quilos. “O Lucas competiu pela primeira vez oficialmente – logo no Estadual – e já venceu. Agora, ele é representante da Seleção Catarinense no Brasileiro que está para acontecer no final do ano”, comenta o técnico Didio Soares, da academia Company Boxe Clube, de Criciúma – onde Lucas treina.

Didio valorizou o desempenho de Lucas, não apenas por ter sido campeão, mas pela dificuldade apresentada pelos adversários.“Foi a primeira competição oficial e ele foi muito bem. Os dois adversários, na semifinal e na final, são muito difíceis. O adversário da final é muito experiente, de uma escola tradicional de Balneário Camboriú, e o Lucas conseguiu reverter uma situação adversa”, pontua Soares.

A desenvoltura de Lucas chamou atenção até dos dirigentes da Federação Catarinense de Boxe. “O comentário que tivemos do Diretor Técnico, após o combate, foi muito positivo. Ele valorizou a reversão de resultado do Lucas. E o principal, o Lucas se diverte lutando. Não é um peso para ele”, ressalta Soares.

No ringue, o “Russinho” de Criciúma

Uma das escolas de boxe mais respeitada do mundo é a da Rússia. Os lutadores daquele país são tidos como difíceis de serem batidos. Em virtude do temperamento no ringue e do desempenho, Lucas recebeu o apelido de “Russinho”. “Os russos têm uma característica de serem muito frios: são ‘paradas duras’. E o apelido do Lucas na competição virou ‘Russinho’. Ele é um rapaz louro, alto, olhos azuis e muito frio. Ele não demonstra as emoções dentro do combate e também fora do ringue”, explica o técnico.

A altura de Lucas também favorece, em muitos momentos, o desempenho do atleta. “A característica física dele também ajuda bastante porque ele é muito mais alto que os meninos da categoria dele”, corrobora Soares.

O técnico acredita que o lutador está em franco desenvolvimento na carreira. Um dos pontos que favorecem Lucas é a estrutura familiar que ele tem à disposição.  “Geralmente, o boxe é tido como um esporte de ‘coitados’, de meninos que precisam muito chegar no sucesso, pois já vem de uma vida muito sofrida. Desta forma, eles têm facilidade para o boxe. A gente está tentando quebrar esse paradigma. Acontece muito, sim, acontece, mas o Lucas vem de uma família muito estruturada e estuda em escola tradicional da cidade”, pontua.

O futuro parece ser bem promissor para “Russinho”. “Ele tem toda a estrutura necessária, é muito centrado e tem um senso de responsabilidade muito grande para a idade dele. Ele é focado no que faz e gosta do desafio. Isso é muito importante para o boxe”, finaliza Soares.

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