Praia Grande voa alto e ganha destaque no turismo da região

Atividades que envolvem a natureza atraem visitantes e fomentam a economia do município. Atualmente, cerca de três mil pessoas trabalham diretamente no segmento

Foto: Acervo Secretaria de Turismo de Praia Grande
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Geórgia Gava

Praia Grande

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Cercada pelos maiores cânions do Brasil, Praia Grande tornou-se indutora do turismo no Extremo Sul de Santa Catarina (Amesc). O município, que fica situado entre dois parques nacionais, o da Serra Geral e dos Aparados da Serra, é visto como mola propulsora em razão do potencial desenvolvido pelo setor. No mês passado, o imposto turístico da cidade bateu recorde em comparação com os últimos dois anos e meio, chegando à arrecadação no valor de R$ 12.391,51.

“É um município que deu um salto e que respira turismo. Hoje, o principal produto de Praia Grande são os cânions. Mas as ofertas turísticas são as atividades de ecoturismo, aí envolve trakking, rapel, voo de balão, cavalgada, quadriciclo e a própria trilha do Rio do Boi, que é totalmente em conexão com a natureza. Esse é um produto internacional, vendido, inclusive, nas feiras internacionais”, explica a coordenadora de Turismo e Cultura da Amesc e também conselheira Estadual de Turismo na Santur, Helen Becker.

A expansão das atividades no município só foi possível devido à união de forças. “O turismo em Praia Grande é um trabalho que iniciou há quase dez anos, com gestão e planejamento da parte governamental. Mas, com certeza, teve uma participação efetiva do trade, isso é fato, senão fosse o empresariado vir e investir, a cidade não estaria ofertando todos esses produtos turísticos. A ideia do município é receber visitantes que procuram produtos de natureza, como o ecoturismo e turismo de experiência”, acrescenta Helen.

Impulso à geração de empregos

Praia Grande tem, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 7 mil habitantes. Com a expansão do setor turístico, o número de empregos voltados à área também cresceu no município. Hoje, cerca de três mil pessoas trabalham diretamente com atividades ligadas ao setor. “Eu costumo dizer sempre que em Praia Grande quem não trabalha com o turismo, tem alguém dentro da família que atua diretamente com o setor”, destaca o secretário da Pasta, Jorge Scandolara.

Para o secretário, o conjunto de atividades disponíveis em Praia Grande foi determinante para o desenvolvimento nos últimos anos. “Foi previsto devido à qualidade do nosso trade turístico. Como os nossos passeios, as trilhas, a Rio do Boi, que é um dos cenários mais sensacionais do mundo, as cavalgadas e as pousadas, tanto de Praia Grande como da Morada dos Canyons, que são as melhoras do Brasil. A junção de tudo isso nos deu uma previsão de um crescimento turístico, devido à qualidade de recepção aos turistas”, enfatiza Scandolara.

Balonismo ganha força

A oferta de voos de balão tornou-se um grande diferencial em Praia Grande nos últimos meses, garantindo, inclusive, destaque nacional. “É a cidade referência no Brasil em turismo de balão e uma das cinco no mundo com mais voos anualmente”, ressalta o secretário Scandolara. “As pessoas vêm a Praia Grande para poder voar de balão e, consequentemente, utilizam e fazem outras atividades de ecoturismo. Sem contar que a cidade, a parte debaixo, é território do Parque Nacional Aparados da Serra”, completa Becker.

Para a coordenadora do colegiado de Turismo, Praia Grande despontou após um conjunto de ações entre o trade turístico e a administração pública. “A fusão entre essas duas pontas formam o terceiro setor, acrescido da economia criativa, onde a gente começa a ter novas ofertas turísticas no município, como é o caso do balonismo”, enfatiza.

Eventos em paisagens de tirar o fôlego

Praia Grande também tem sido escolhida para momentos inesquecíveis, como matrimônios, celebrações de união estável, bodas e pedidos de casamento. Cada vez mais, visitantes têm optado pelos cenários paradisíacos no entorno dos cânions. “Percebemos esse aumento. E ele vem com um crescimento gradual. As pousadas estão cada vez mais preparadas, com altares e decks aos cânions. Existem instalações próprias para isso em Praia Grande. Eu posso dizer que a Morada dos Canyons se especializou neste tipo de evento”, comenta o secretário de Turismo.

Concessão dos parques

Um investimento de R$ 269 milhões foi anunciado pela empresa ganhadora da licitação para gerir os parques Aparados da Serra e Serra Geral, a Construcap. Cerca de R$ 100 milhões já devem ser aplicados em melhorias durante os dois primeiros anos de gestão.

Os parques nacionais, localizados entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, serão os primeiros no país a ter uma gestão privada. A Construcap é responsável pela revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão das atividades realizadas nas áreas, inclusive, o turismo.

“Praia Grande entra em uma nova era, mesmo com todo o crescimento turístico nos últimos quatro anos, o município enfrenta um novo desafio, que é a concessão dos parques. Teremos, em breve, um milhão de visitantes na região e temos o desafio de suprir essa necessidade e divulgar Praia Grande para o mundo inteiro. Além disso, trabalharemos da melhor maneira possível para atender os turistas que escolherem o nosso destino”, finaliza Scandolara.

Vocação em toda a Amesc

O trabalho de planejamento que fez de Praia Grande destaque no Extremo Sul, também é aplicado em outros municípios da região.  “Todas as cidades da Amesc têm vocação turística. Hoje, nós chegamos a um patamar que outros municípios respiram turismo tanto quanto Praia Grande. É o caso de Jacinto Machado, de Morro Grande e de Timbé do Sul, que agora vai explodir no turismo em razão da BR-285 – Serra da Rocinha”, frisa Helen.

Com os resultados obtidos e a expectativa de consolidar o turismo com o passar dos anos, Praia Grande é considerada um espelho para o Sul. “É uma influência muito importante no desenvolvimento do processo turístico regional. A coordenação de Turismo e Cultura da Amesc trabalha de acordo com o Programa de Regionalização do Turismo, do Ministério do Turismo. Então, quanto mais descentralizadas às políticas publicas voltadas a esse setor, maior é o aquecimento dessa industria sem chaminé”, finaliza a coordenadora do colegiado.

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