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Criciúma
quinta-feira, julho 30, 2026

Famílias denunciam falhas no atendimento de crianças internadas no HMISC

Familiares de duas crianças internadas no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, denunciam falhas nos protocolos de segurança e no atendimento prestado pela equipe de enfermagem. As mães pediram para não ser identificadas por receio de represálias durante a internação dos filhos.

Em um dos casos, uma criança de quatro anos, internada inicialmente com laringite, teria recebido medicação por meio de um espaçador que havia sido utilizado por outro paciente. Segundo a responsável, ela própria percebeu a reutilização do equipamento.

A família afirma que, posteriormente, a criança apresentou sintomas de gripe e pneumonia. Apesar da proximidade entre os episódios, não é possível afirmar, somente com os relatos apresentados, que o novo quadro tenha sido provocado pelo compartilhamento do espaçador.

A responsável também reclama que os profissionais entrariam no quarto sem conhecer previamente o histórico dos pacientes. Conforme o relato, as mães precisam repetir as informações sobre as crianças a cada troca de plantão.

“Os profissionais não mostram confiança. Entram no quarto sem saber o prontuário da criança e as mães precisam ficar repetindo tudo”, afirma.

A família diz que registrou uma reclamação na ouvidoria do hospital e alega que, depois disso, passou a ser tratada de maneira diferente por alguns profissionais.

Bebê teria permanecido com acesso fora da veia

Outra mãe relatou problemas no atendimento ao filho de nove meses. O bebê apresentava febre, vômitos e dificuldade para se alimentar desde o dia 17 de julho. Após passar algumas vezes pelo hospital e também por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ele acabou internado para receber hidratação e medicamentos.

Segundo a mãe, por causa da dificuldade para encontrar uma veia, o acesso foi colocado no pé da criança. Durante aproximadamente dois dias, o bebê teria chorado intensamente sempre que recebia medicação. A responsável afirma que pediu repetidamente para que o acesso fosse verificado. “Eles precisam ouvir mais as mães aqui dentro”, diz.

Na noite desta quarta-feira (29), após uma nova troca de plantão, uma profissional teria constatado que o acesso não estava mais na veia. Conforme o relato, o pé do bebê estava roxo e bastante inchado quando o curativo foi retirado.

A mãe também questiona a comunicação entre os profissionais e afirma que precisa repetir as mesmas informações sempre que uma nova equipe entra no quarto.

“Parece que não anotam no prontuário o que está acontecendo. Quando pergunto sobre a medicação, precisam consultar o prontuário para me responder”, relata.

O espaço está aberto para o HMISC esclarecer as denúncias, informar os protocolos adotados para o uso de espaçadores e explicar as circunstâncias envolvendo o acesso venoso do bebê. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria até o momento.

Érik Borges / TN Sul

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