Em 15 de dezembro passado, a Câmara aprovou uma série de projetos em Criciúma. Entre os quais, o PL 150/2025, que instituía a Política Municipal de Transparência, Acesso à Informação e Aprimoramento do Sistema Telessaúde. Passou no plenário sem sobressaltos, com 12 votos favoráveis e nenhum contrário. O autor, Obadias Benones (PL), estava a imaginar que tudo fluiria bem no sentido de virar lei a sua ideia, e ajudar a regular o sistema que, embora com muitos méritos, ainda submeta o criciumense a problemas na hora de agendar consultas. Eis que o prefeito Vagner Espindola (PSD) vetou. Cabia aos vereadores então, na noite passada, manter ou derrubar o veto. E daí a maioria lá de dezembro evaporou. Dos seis que votaram para o veto cair, quatro (Obadias, Juarez de Jesus, Toninho da Figueira e Ademir Honorato, todos do PL) mantiveram a posição da votação original. Luiz Fontana (PL) e Giovana Mondardo (PCdoB), que estavam ausentes em dezembro, também se alinharam a favor do projeto, contra o veto. Dos nove votos contrários que, nesta segunda, asseguraram a manutenção do veto, sete haviam votado a favor da matéria em dezembro: Aldinei Potelecki (Republicanos), Toninho da Imbralit (PSD), Daniel Cipriano (PSDB), Gorete Boaroli (PSDB), Neri Xavier (União), Amaral Bittencourt (PSD) e MiriDagostim (PP). Ou seja, eram a favor mas, diante da decisão do Paço, mudaram de opinião e agora são contrários à pauta. Também apoiaram a manutenção do veto os vereadores Marcos Machado (MDB) e Anequesselem Fortunato (PSD). Mas essa incoerência, obviamente pautada pela natureza política, está longe de ser novidade, nem exclusividade de Criciúma. Mas como explicar para o cidadão que os mesmossete vereadores que em dezembro consideravam positivo um plano de transparência para as filas na saúde, agora, quatro meses depois, terem mudado de ideia?
Câmara de Criciúma decide manter veto a projeto do Telessaúde
Essa e outras notas na coluna Política do Tribuna de Notícias desta terça-feira, 10



