Um policial rodoviário federal foi afastado das funções por decisão judicial durante a Operação Milão, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 27, que investiga um esquema de extração ilegal de madeira e suspeita de pagamento de propina ao servidor em Santa Catarina.
A operação cumpre dez mandados de busca e apreensão em endereços de quatro municípios catarinenses: Lages, Ponte Alta, São Cristóvão do Sul e Curitibanos.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o policial fornecia informações sobre procedimentos de fiscalização e orientava integrantes do grupo sobre a regularização de documentos de cargas e veículos. A investigação aponta que ele teria recebido aproximadamente R$ 1 mil por carga de madeira retirada irregularmente.
O inquérito foi instaurado após a prisão em flagrante de pessoas durante a retirada de árvores de pinus em uma área pertencente à União, em Curitibanos. Durante as apurações, a Polícia Federal reuniu indícios de um esquema voltado à exploração irregular de recursos florestais.
De acordo com os investigadores, o grupo também utilizava mecanismos para dar aparência de legalidade à origem e ao transporte da madeira extraída.
Dos dez mandados de busca e apreensão, quatro são cumpridos em Lages, dois em Ponte Alta, três em São Cristóvão do Sul e um em Curitibanos. As diligências envolvendo o policial contam com o acompanhamento da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atua em conjunto com a Polícia Federal no cumprimento das medidas judiciais.
O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar outras pessoas possivelmente envolvidas no esquema. O caso segue sob investigação.






