O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) requereu, durante audiência de custódia realizada na tarde dessa quarta-feira (16), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do homem de 61 anos que teria causado a colisão entre dois veículos que levou à morte de uma jovem de 15 anos e deixou outras três pessoas feridas em Criciúma. O pedido foi formulado pelo Promotor de Justiça Marcelo Francisco da Silva e acolhido pelo Poder Judiciário.
A colisão ocorreu na noite desta terça-feira, no bairro Quarta Linha. A jovem de 15 anos morreu e sua irmã gêmea, um jovem de 13 anos e o condutor do carro ficaram feridos e estão hospitalizados. O carro que os quatro trafegavam foi atingido na parte traseira pelo automóvel dirigido pelo suspeito, que seguirá preso.
Segundo sustentado pelo Promotor de Justiça, há elementos que apontam para a ocorrência de homicídio praticado com dolo eventual, que é aquele em que o agente assume conscientemente o risco do resultado morte, considerando que o investigado estaria trafegando com velocidade excessiva, em suposto estado de embriaguez, que teria conhecimento da existência de lombada no local, a suposta tentativa de fuga e antecedentes por crime doloso contra a vida.
Ao requerer a prisão preventiva, o MPSC sustentou que a medida é imprescindível para a preservação da ordem pública, requisito legal que leva em conta fatores como a gravidade da conduta e a possibilidade de reiteração delituosa.
O homem foi preso no local dos fatos e, segundo o relatório da Polícia Militar, trafegava em alta velocidade na Rodovia Luiz Rosso quando teria pulado uma lombada e atingido o veículo das vítimas. Apesar de ter se negado a realizar o teste de alcoolemia por etilômetro, ele apresentaria sinais de alteração da capacidade psicomotora, como odor etílico, fala arrastada, olhos avermelhados e andar cambaleante.




