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terça-feira, agosto 25, 2026

Imbituba registra primeira morte por Febre do Nilo em SC; Entenda

A vítima é uma idosa de 77 anos, moradora de Imbituba, que faleceu no dia 8 de agosto, mas que só teve a causa da morte confirmada nesta segunda-feira, 24

Santa Catarina registrou a primeira morte oficial provocada pela Febre do Nilo Ocidental (FNO) da história no Estado. A vítima é uma idosa de 77 anos, moradora de Imbituba, que faleceu no dia 8 de agosto, mas que só teve a causa da morte confirmada nesta segunda-feira, 24.

A confirmação foi realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Além do registro fatal no Sul catarinense, a SES confirmou uma segunda infecção no Oeste do Estado. Um homem de 56 anos, residente no município de Caçador, também contraiu o vírus e precisou de internação, mas já recebeu alta hospitalar.

Investigação epidemiológica

De acordo com a secretaria, ambos os pacientes apresentaram manifestações neurológicas. Os dois casos seguem sob investigação epidemiológica para mapear os prováveis locais onde ocorreram as picadas e compreender a dmica de circulação do vírus no Estado.

Por se tratar de um caso inédito, a SES informou que vai intensificar as ações de vigilância laboratorial, animal e entomológica em todo o território catarinense.

Transmissão da Febre do Nilo

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida para humanos principalmente por meio da picada de mosquitos infectados, em especial os do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos comuns. Na natureza, os hospedeiros do vírus são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como fonte de infecção para os insetos.

Embora muito mais raras, outras formas de contágio humano já foram relatadas pelo Ministério da Saúde, incluindo transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão de mãe para filho durante a gestação.

A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) não desenvolve sintomas. Quando a doença se manifesta de forma leve, os sinais iniciais costumam incluir febre aguda de início abrupto, dor de cabeça, dor nos olhos, dores musculares, náuseas, vômitos e mal-estar geral.

No entanto, a estimativa do Ministério da Saúde é que um em cada 150 infectados desenvolva a forma neurológica severa da doença, que pode evoluir para quadros graves como meningite, encefalite (a manifestação mais comum) ou paralisia.

Atualmente, não existe vacina ou tratamento antiviral específico contra o vírus. A conduta médica é baseada no alívio dos sintomas, exigindo repouso e reposição de líquidos. Nas formas graves, o paciente precisa ser internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias.

A orientação da SES é que pessoas com sinais neurológicos (como confusão mental, fraqueza ou alteração de consciência) procurem atendimento médico imediato e informem sobre a possível exposição a mosquitos.

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