Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) nas despesas do CIS-Amesc resultou na identificação de irregularidades e na imputação de mais de R$ 3,3 milhões em débitos. A fiscalização analisou os registros contábeis e os gastos realizados pelo consórcio durante o ano de 2017.
Entre os principais apontamentos está o repasse de R$ 1,385 milhão para a conta bancária do então diretor do consórcio, como adiantamentos que seriam posteriormente descontados. Conforme o processo, R$ 545 mil foram devolvidos, restando R$ 840 mil. O valor foi atribuído de forma solidária pelo TCE aos responsáveis indicados no julgamento.
A auditoria também questionou pagamentos por serviços de assessoria e consultoria. Inicialmente, os técnicos apontaram R$ 2,527 milhões sem comprovação adequada da execução. Após a análise das defesas, o Acórdão nº 93/2023 imputou aproximadamente R$ 2,4 milhões em débitos relacionados a essas contratações.
Nos recursos, representantes das empresas sustentaram que os serviços foram realizados e apresentaram documentos e planilhas. O Tribunal, porém, entendeu que o material não era suficiente para comprovar integralmente a execução dos contratos analisados.
A apuração não é recente. A auditoria começou em 2018, teve o primeiro relatório concluído em 2019 e foi convertida em tomada de contas especial em 2020. O julgamento ocorreu em 2023, seguido por recursos. Em março de 2026, o processo voltou ao Plenário do TCE e resultou na Decisão nº 366/2026.
O TN Sul deixa o espaço aberto para o contraponto do CIS-Amesc.
Érik Borges / TN Sul



