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Criciúma
segunda-feira, agosto 24, 2026

Suspeita de agressão psicológica mobiliza pais e PM em CEI da Afasc

Uma suspeita de agressão psicológica contra uma criança de 4 anos mobilizou familiares, a Polícia Militar e a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc). Segundo o relato registrado pela mãe no boletim de ocorrência, o filho frequenta o CEI Urda Joana Joaquim, no bairro Progresso, em período integral, desde os 7 meses de idade. Conforme os pais da criança, desde meados de abril, eles passaram a perceber mudanças no comportamento do menino, que teria ficado mais agressivo e voltado a utilizar fraldas. A mãe também afirmou que o menino passou a demonstrar resistência em ir para a escola.

Ainda segundo o relato, a criança teria contado à mãe que uma professora reclamava com frequência e teria utilizado termos como “chato” e “ninguém gosta de você”. A mãe também relatou que a educadora teria repreendido o menino após ele sujar o vaso sanitário, dizendo que precisaria limpar o local e também a própria criança. Mesmo após a situação ter sido registrada e a mãe ter procurado os responsáveis pela escola, o menino ainda continuou apresentando comportamentos estranhos.

Nesta segunda-feira, a mãe levou o filho para a adaptação às 8h e retornou ao meio-dia para buscá-lo. Conforme o registro, ao chegar à sala, que estaria fechada, ela ouviu a criança dizendo “não quero, não quero”. Na sequência, segundo a mãe, teria ouvido a professora gritando com o menino e utilizando expressões ofensivas, como “insuportável”, “chato” e “mal-educado”, além de dizer que não suportava mais ouvir a voz dele.

A mãe relatou ainda que a professora teria continuado as repreensões mesmo após perceber sua presença. Ainda segundo o registro na PM, quando a mãe pediu que o filho a acompanhasse, a criança teria dito que queria continuar brincando. A professora, conforme a ocorrência, teria ordenado que ele saísse da sala e afirmado que ele estava “enchendo o saco”.

A situação teria provocado a reação da mãe, que chamou a atenção da professora diante do tom elevado. Segundo o relato, os gritos teriam acordado outras crianças que estavam no local. A diretora também teria ouvido a situação e chamado a mãe para uma conversa.

Indignada com o tratamento relatado, a mãe procurou o Conselho Tutelar, onde foi orientada a registrar a ocorrência. Ela também informou que existem câmeras de segurança nas salas do CEI, mas que, conforme teria sido informado pela direção, somente a Afasc possui acesso às imagens.

Afasc se manifesta:

“AFASC | NOTA OFICIAL

A AFASC informa que tomou conhecimento de um relato envolvendo o atendimento de uma criança no CEI AFASC Urda Joana Joaquim, no bairro Progresso, e está acompanhando a situação com a devida atenção e responsabilidade.
A criança já recebe acompanhamento da equipe multidisciplinar da instituição, no âmbito do atendimento regularmente prestado pela AFASC.
Diante das informações apresentadas pela família, a instituição adotou providências para a apuração dos fatos, entre elas a solicitação das imagens do sistema de videomonitoramento da unidade, que serão analisadas para contribuir com o esclarecimento da situação.
A AFASC segue acompanhando o caso e mantendo o suporte à criança e à família, além de adotar as medidas cabíveis a partir dos elementos apurados.

Criciúma, 24 de agosto de 2026″

Fonte: LinhaSC1

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