Pela primeira vez desde que Joviana Evelyn Iankovski foi encontrada morta na casa do namorado, na segunda-feira, 10, a família decidiu falar publicamente sobre o caso e compartilhar detalhes dos últimos dias da jovem. Em entrevista concedida à Rádio Itapuã 97 FM e cedida ao TN Sul, a mãe, Viviane, e a irmã, Lívia, relembraram o relacionamento da jovem e o momento em que perceberam que havia algo errado.
Evelyn havia iniciado recentemente a faculdade de Ciências Biológicas, um sonho pelo qual havia lutado bastante, segundo a mãe. “Era o sonho dela, começar essa faculdade. Ela estava tão empolgada, feliz”, contou Viviane durante a entrevista.
Segundo a família, Evelyn mantinha um relacionamento conturbado com José Gustavo Rabelo, de 21 anos, que confessou ter dado um golpe mata-leão na namorada. A mãe relatou que conversava frequentemente com a filha sobre a relação e que Evelyn teria manifestado a intenção de terminar. “Ela estava tentando sair, ela dizia que não queria mais, que ia sair”, afirmou.
Outro ponto relatado durante a entrevista foi a sequência de mensagens enviadas do celular de Evelyn depois do último encontro com o namorado. A família afirma que, posteriormente, passou a acreditar que as mensagens não teriam sido escritas pela jovem. A irmã, Lívia, contou que percebeu mudanças na forma de escrita e que, segundo as investigações mencionadas pela família, naquele período Evelyn já poderia estar morta.
“Ela estava escrevendo de uma forma que ela não escrevia”, relatou Lívia. Segundo ela, mensagens continuaram sendo enviadas durante o fim de semana, fazendo a família acreditar que Evelyn ainda estava viva e que retornaria para casa.
A família também descreveu o momento em que percebeu o desaparecimento da jovem e passou a procurar por informações. Conforme o relato de Lívia, na segunda-feira pela manhã, a mãe percebeu que Evelyn não havia retornado para casa. A família então foi até a residência onde ela estaria, sem saber naquele momento que o corpo da jovem estaria no quarto.
Durante a entrevista, a família também contestou a versão apresentada pelo investigado sobre o que teria acontecido e afirmou acreditar que Evelyn sofreu antes de morrer. Lívia relatou que a jovem apresentava ferimentos e sinais de luta. As afirmações, porém, fazem parte do relato da família e devem ser consideradas dentro do contexto das investigações do caso.
Apesar das afirmações de que José não tinha antecedentes criminais, Lívia relatou que parentes do investigado teriam proibido que ele levasse outras mulheres para a residência, sob a alegação de que ele já teria apresentado comportamentos agressivos em relacionamentos anteriores. Segundo a irmã de Joviana, familiares o consideravam a “ovelha negra” da família e afirmavam que ele também teria episódios de agressividade dentro de casa.
“A própria família dele falou que tinham proibido ele de levar garotas para a casa, porque ele já tinha um histórico de levar garota para lá e judiar dela, e até a família dele fala que ele é ‘ovelha negra’ da família, e que ele judiava da mãe dele, que morava com ele também”, conta.
A irmã também deixou um alerta para outras famílias e mulheres, a partir da experiência vivida pela família. Ela orientou que familiares estejam atentos aos sinais apresentados em relacionamentos e procurem conhecer as pessoas com quem seus filhos e filhas se relacionam. “Conheça ele, conheça a família. Se ela sair sozinha com ele, não leia só as mensagens. Faça diferente. Peça áudio, peça vídeo, faça ligação de vídeo”, afirmou Lívia.
Viviane e Lívia estão atualmente no Paraná, mas deverão retomar a vida em Morro da Fumaça, cidade onde residem.
A entrevista completa, realizada pela Rádio Itapuã 97 FM, de Pato Branco/PR, foi cedida ao TN Sul e você confere abaixo na íntegra:



