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sábado, agosto 1, 2026

(Vídeo)Governador rebate acusação de interferência em investigação

Governador afirma que transferência de delegado seguiu critérios administrativos e diz que promoção por tempo de serviço é prevista na carreira da Polícia Civil

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), utilizou as redes sociais para rebater as acusações de que teria interferido em uma investigação da Polícia Civil ao transferir um delegado que atuava no Sul do Estado.

A polêmica surgiu após a divulgação de informações relacionando a mudança do policial a um inquérito que apura supostos crimes eleitorais ocorridos durante as eleições municipais de 2024 em Lauro Müller. O caso ganhou repercussão após reportagem publicada pela imprensa nacional.

No vídeo, Jorginho nega qualquer interferência na investigação e afirma que a movimentação do delegado ocorreu em razão de uma promoção por tempo de serviço, mecanismo previsto na carreira da Polícia Civil catarinense.

Segundo o governador, a decisão não envolveu apenas um policial. Ele argumenta que, no mesmo período, outros delegados também foram promovidos dentro dos critérios estabelecidos pela legislação da categoria.

“Eu removi um delegado por tempo de serviço”, afirma Jorginho no vídeo, acrescentando que a medida fez parte de um processo administrativo regular e que impedir a progressão funcional do servidor seria ilegal.

O governador também criticou o que classificou como tentativa de transformar um ato administrativo em denúncia política. De acordo com ele, não houve qualquer determinação para interromper, dificultar ou influenciar investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A controvérsia ocorre em meio à repercussão de um despacho policial citado em reportagens sobre o caso. Posteriormente, o delegado mencionado nas publicações também se manifestou, afirmando que não atribuiu ao governador qualquer conduta irregular e contestando interpretações divulgadas sobre o documento.

Enquanto a discussão segue no campo político e jurídico, o governo do Estado sustenta que a transferência do delegado ocorreu dentro dos procedimentos normais da administração pública e sem relação com o conteúdo das investigações em andamento.

Vídeo: Rede Social

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