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Criciúma
terça-feira, julho 21, 2026

Após perder parte da perna por infecção, moradora de Criciúma busca apoio

Aline Araújo de Oliveira, de 36 anos, moradora de Criciúma, vive uma batalha para reconstruir a própria vida após enfrentar uma infecção rara que resultou na amputação de parte da perna. O que começou com uma simples torção no pé evoluiu para uma grave infecção, nove cirurgias e um longo período de internação. Agora, ela realiza uma campanha solidária para custear uma prótese e dar continuidade ao tratamento.

Segundo Aline, tudo começou em uma quinta-feira, no dia 17 de abril de 2026, quando pisou em falso ao descer uma escada no trabalho. Inicialmente, acreditava se tratar apenas de uma torção. No sábado, 19 de abril, sem conseguir apoiar o pé no chão devido à forte dor, procurou atendimento médico. Após realizar um raio-X, recebeu um gesso, medicação para aliviar a dor e foi liberada.

Nos dias seguintes, o quadro piorou. A dor se intensificou e o pé começou a apresentar bolhas. Na segunda-feira, ela retornou ao hospital, teve o gesso retirado, mas um novo foi colocado, já que havia uma consulta com um ortopedista agendada para a sexta-feira.

Na quarta-feira, diante da dor insuportável, Aline retirou o gesso em casa. O pé estava muito inchado, quente e com grandes bolhas escuras na região do tornozelo. Ela voltou ao hospital, realizou uma tomografia e, mesmo após a tentativa de contato com um ortopedista, recebeu alta novamente.

Naquela mesma noite, seu estado de saúde se agravou. Aline passou a apresentar delírios, alucinações e confusão mental. Dois dias depois, ao ser avaliada por um ortopedista, foi internada imediatamente.

UTI e diagnóstico de sepse

Os exames confirmaram que Aline estava em choque séptico. A infecção já comprometia os rins, e as alterações neurológicas eram consequência da sepse. Ela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu em estado grave.

Durante a internação, os médicos identificaram uma bactéria rara e extremamente agressiva, conhecida popularmente como “bactéria comedora de carne”. Em apenas três semanas, ela passou por nove cirurgias para retirada dos tecidos atingidos pela necrose. Além disso, contraiu outras duas bactérias hospitalares resistentes aos antibióticos, tornando o tratamento ainda mais complexo.

Para preservar sua vida, foi necessária a amputação de parte da perna, realizada em 18 de maio.

Campanha busca ajudar na recuperação

Ainda em processo de recuperação, Aline afirma que tenta entender como uma simples torção resultou em uma mudança tão profunda em sua vida. Agora, ela precisa reaprender a viver e voltar a caminhar.

Para isso, familiares e amigos criaram uma campanha solidária para arrecadar recursos destinados aos custos da recuperação, medicamentos e, principalmente, à compra de uma prótese.

Segundo Aline, uma prótese de boa qualidade custa cerca de R$ 39 mil. Como o equipamento será adquirido em Porto Alegre, também haverá despesas com deslocamento, hospedagem e demais custos relacionados ao tratamento, por isso a meta da campanha foi estabelecida em R$ 40 mil. Até o momento, aproximadamente R$ 10 mil foram arrecadados. Ela explica que o pedido de auxílio-doença junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda está em análise e que parte das doações recebidas precisa ser utilizada para a compra de medicamentos e outras despesas essenciais durante a recuperação.

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