O Tribunal do Júri de Criciúma realiza nesta terça-feira, 14, o segundo dia de julgamento de um caso ocorrido em 4 de fevereiro de 2019, envolvendo uma troca de tiros entre policiais militares e três homens acusados de tentar matar agentes durante uma perseguição. Os réus respondem por três tentativas de homicídio triplamente qualificadas contra policiais militares, além de porte ilegal de arma de fogo.
O crime teria acontecido durante uma perseguição policial, iniciada após uma tentativa de abordagem a suspeitos que, segundo a denúncia do Ministério Público, planejavam assaltar um supermercado na Avenida Santos Dumont, no bairro São Luiz.
Ainda segundo a denúncia, os suspeitos fugiram da abordagem, dando início a uma perseguição pelos bairros São Luiz e Recanto Verde. Durante a fuga, teriam efetuado diversos disparos contra uma viatura descaracterizada da Polícia Militar. O Ministério Público sustenta que os tiros tinham como objetivo matar os policiais para garantir a fuga e assegurar a prática do roubo e a impunidade pelos demais crimes.
Na sessão desta terça-feira, uma das testemunhas ouvidas foi o perito responsável pela análise dos disparos nos veículos envolvidos. A defesa de um dos réus, representada pelo advogado criminalista Diego Campos Maciel, afirma que o laudo pericial apresenta uma dinâmica diferente da relatada pelos policiais.
Segundo a defesa, os vestígios encontrados indicariam que os primeiros disparos teriam partido da direção da viatura policial e que, somente depois, os acusados teriam efetuado tiros contra o veículo.
Com base nessa interpretação da perícia, os advogados sustentam que a prova técnica contradiz a versão apresentada pelos agentes e levantaram, durante o julgamento, a possibilidade de fraude processual.
A divergência sobre os disparos é um dos principais pontos de discussão entre acusação e defesa.
Após o encerramento dos debates, o Conselho de Sentença deverá decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.




