Duas esperas de cinco anos e dois encontros que mudaram suas vidas. Moradores do bairro Nova York, em Forquilhinha, Tati, de 39 anos, e Cris, de 40, realizaram duas vezes o sonho da adoção: primeiro com a chegada de João Miguel, em 2021, e depois com Cecília, em julho de 2026.
A decisão de adotar veio após três abortos espontâneos. O casal procurou o Fórum, participou do curso preparatório e passou pelas avaliações necessárias. Depois de cinco anos, a ligação tão aguardada chegou em maio de 2021, durante a pandemia.
No dia 4 de junho daquele ano, João Miguel, então com cinco meses, chegou aos braços dos pais. A recepção reuniu familiares, balões e lágrimas de alegria.
O desejo de ampliar a família manteve o casal na fila de adoção. Outros cinco anos se passaram até que, em julho de 2026, uma nova ligação anunciou a chegada de uma menina com poucos dias de vida. Dois dias depois, eles foram buscar a filha.
Cecília recebeu o nome da mãe de Tati, falecida no ano anterior, que havia sido um grande apoio na trajetória da família.
“Eu digo que Deus me tirou uma Cecília e me deu outra, não pra preencher o vazio da minha mãe, mas porque Ele sabia que eu precisava muito dela também”, contou Tati.
João Miguel sempre soube de sua adoção, tratada com naturalidade pelos pais. Ao falar sobre a irmã na escola, emocionou a família: “Ô, pró, tu sabia que a Cecília veio da barriga de outra mamãe igual eu?”.
Para Tati e Cris, ser pai e mãe é uma construção diária de cuidado, presença e amor. Depois de tantas expectativas, os dois celebram a vida com os filhos. “Estamos com nossa família agora completa”, resume Tati.






*Forquilhinha News




