A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quinta-feira (25) contra um eventual retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao regime prisional após a apreensão de uma pistola de sua propriedade durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.
Em parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há elementos suficientes, neste momento, para caracterizar falta disciplinar grave ou descumprimento das condições da prisão domiciliar humanitária cumprida por Bolsonaro.
A arma, uma pistola Glock calibre 9 mm, foi apreendida no dia 15 de junho em um veículo conduzido por um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Após o episódio, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do caso.
Em depoimento, Bolsonaro confirmou ser o proprietário da arma e alegou que o armamento apresentava falha de funcionamento. Segundo sua defesa, a pistola seria encaminhada para verificação técnica.
Para a PGR, a investigação ainda está em fase inicial e é necessário aguardar a conclusão do inquérito antes de qualquer decisão sobre possível violação das regras da prisão domiciliar. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que poderá seguir ou não o entendimento do órgão.




