Professoras da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) iniciaram a greve às 6h30 manhã desta terça-feira, 12, em Criciúma. A paralisação ocorre após a categoria não aceitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela instituição.
Ao todo, mais de 400 profissionais participaram da mobilização, que seguirá até às 18h30 desta terça. A manifestação iniciou em frente ao CEI Pequeno Polegar. Em seguida, o grupo seguiu em caminhada pelas ruas da cidade com apitos, vuvuzelas, pandeiros, e caixas de som com destino ao CEI Professor Lapagesse.
Já em frente à instituição de ensino, as professoras se manifestaram com cartazes e placas em um semáforo na Avenida Centenário, no centro da cidade.
A greve ocorre após a rejeição, em assembleia realizada na última sexta-feira, 8, de uma nova proposta apresentada pela direção da Afasc. No cenário atual, professoras recebem R$ 3.133,62 para uma jornada de 40 horas semanais. A proposta mais recente previa reajuste de 6,36% mas acabou recusada de forma unânime pela categoria.
A pedagoga Susana Fernandes Calegari, integrante do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul do Estado de Santa Catarina (STEERSESC), afirmou que as profissionais tentaram resolver a situação por meio de negociações antes da decisão da greve. Segundo ela, foram realizadas nove rodadas de negociação sem avanço nas conversas. “Chegou um momento em que a gente percebeu que já tinha tentado de tudo”, comentou.
Mesmo diante da greve, ela destacou que a professoras continuam priorizando os alunos. “A gente sempre procura dar um jeito para não deixar faltar nada para as crianças”, afirmou.
Confira os registros da manifestação na manhã desta terça-feira, 12:



