A greve dos professores ligados à Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) está confirmada e começa nesta terça-feira, por tempo indeterminado. A paralisação foi mantida após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) negar o pedido de liminar apresentado pela entidade para impedir o movimento grevista.
A decisão foi assinada na noite desta segunda-feira pelo juiz Hélio Henrique Garcia Romero. No despacho, o magistrado afirmou que não identificou elementos suficientes para suspender a paralisação anunciada pela categoria representada pelo sindicato.
O juiz também rejeitou o pedido alternativo da Afasc para que fosse determinado um percentual mínimo de trabalhadores em atividade durante a greve. Na avaliação do magistrado, o serviço não se enquadra como atividade essencial nos termos da Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve.
Ainda conforme a decisão, não houve manifestação específica sobre os possíveis impactos da paralisação nas atividades educacionais. Com isso, o movimento paredista foi mantido sem restrições judiciais até o momento.
A greve envolve professores dos Centros de Educação Infantil (CEIs) administrados pela Afasc em Criciúma. A categoria reivindica o pagamento do piso nacional dos professores.




