O hábito passa despercebido, mas sustenta um quadro recorrente de sobrecarga muscular e desgaste dentário. O bruxismo, principalmente aquele que ocorre durante o dia, é um comportamento caracterizado pelo apertamento, podendo ter relação direta com o estresse cotidiano e, sobretudo, com padrões de concentração intensa que marcam a rotina contemporânea. Neste contexto, o Núcleo de Dor Orofacial (Nudof), da Unesc, chama atenção para a importância de tratar do assunto.
Conforme o cirurgião-dentista e professor da Universidade, Felipe Veronez, o fenômeno exige uma leitura que vai além da tradicional abordagem clínica. “O bruxismo não é visto como uma patologia, mas como um comportamento muscular. É um hábito, e por isso trabalhamos no controle, não na cura”, afirma.
A análise distingue duas manifestações centrais: o bruxismo de vigília e do sono. Embora compartilhem o mesmo nome, operam em dinâmicas distintas e produzem impactos diferentes ao longo do tempo. O bruxismo de vigília ocorre durante o dia e se manifesta como contração muscular involuntária em momentos de foco, ansiedade ou tensão. “Trata-se de um padrão altamente prevalente, muitas vezes naturalizado, mas que pode atingir níveis prejudiciais quando se torna constante”, cita o professor.
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