O brasileiro, que já vem se acostumando com as altas temperaturas, deve se preparar para um cenário ainda mais rigoroso em 2026. Uma nota técnica do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) acende o sinal amarelo para o risco de um “desastre térmico”.
O termo assusta, mas a preocupação institucional é real e baseada em dados. O alerta surge em um momento em que as temperaturas globais já batem recordes sucessivos, a última década foi a mais quente já registrada.
Segundo informações do Cemaden, a nova onda de calor pode se tornar ainda mais rigorosa a partir do segundo semestre de 2026 em razão da influência do El Niño.
O fenômeno acontece quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial esquentam acima da média. Esse “banho quente” no oceano altera a circulação de ventos e umidade em todo o planeta.
No Brasil, o El Niño costuma bagunçar o mapa das chuvas: enquanto o Sul geralmente enfrenta temporais, o Norte sofre com a seca. No Centro-Oeste e Sudeste, o resultado mais comum é o aumento da frequência e da duração de massas de ar quente.
De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a chave para o fenômeno está nos chamados ventos alísios, que sopram na Linha do Equador. Quando esses ventos perdem força, a água quente fica “parada” na superfície.
“No entanto, quando os ventos alísios estão enfraquecidos ou invertem a direção, essa troca de águas não ocorre e as mais quentes permanecem por mais tempo paradas na superfície, podendo chegar até 3°C ou mais acima da média, formando, assim, o El Niño”, explica o instituto.
Noites quentes e saúde em risco
Um dos pontos mais críticos destacados pelos pesquisadores é que o calor não tem dado trégua nem no período noturno. A elevação das temperaturas mínimas impede que o corpo humano descanse e se recupere do estresse térmico sofrido durante o dia. Esse fator, somado ao tempo mais seco, aumenta a incidência de problemas respiratórios e cardiovasculares.
Com informações do NDmais




