A temporada de colheita do pinhão em Santa Catarina, teve início nesta quarta-feira, 1. O alimento é típico do inverno e protagonista da Festa do Pinhão, o evento mais tradicional da Serra, a região que concentra a maior produção no estado. A previsão é de sejam colhidas 3,7 mil toneladas.
Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o número é 32% menor que o ano passado. Porém, a expectativa é de que os preços se mantenham iguais ou maiores que em 2025, quando tiveram média de R$ 6,44 por quilo pago ao produtor. Isso ocorre devido à “lei da oferta e da procura”.
De acordo com a Epagri, em 2025, foram colhidas 5,4 mil toneladas nos 18 municípios da Serra, o que movimentou mais de R$ 32 milhões.
“Em 2025, a colheita já havia sido menor em relação a 2024. E agora deve cair novamente. Em contrapartida, os valores pagos aos extrativistas deve compensar esta queda”, afirmou o gerente regional da Epagri em Lages, José Márcio Lehmann.

Importância econômica do pinhão
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Serra catarinense possui 34 mil famílias rurais e estima-se que cerca de 10 mil, ou 30% delas, tenham o pinhão como uma das formas de composição de renda.
As cidades de São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Painel são as principais produtoras do alimento, que vem ganhando espaço nos mercados durante o inverno.
O pinhão pode ser cozido, assado na brasa e também compor o “entrevero de pinhão”. Também há pessoas que gostem da “paçoca de pinhão”, além de diversos outros pratos doces.
Apesar da previsão de queda na colheita do alimento, João Odilar de Oliveira, que é produtor há 50 anos, mantém expectativas altas neste ano, principalmente pelo pinhão ser a principal renda da família dele.
“Creio que pra gente, que pega o pinhão bem maduro, o preço talvez seja um pouco melhor. Tem gente que começa a colher muito cedo e o pinhão sai verde. Ainda mais para o mercado”, afirmou.



