Em nota de pesar assinada pelo presidente Carlos De Cordes, o Dé, o Sindicato dos Trabalhadores do setor Químico expressou indignação pela morte de Grasiela Cândido, que era da categoria. A nota traz:
“O feminicídio, esta doença da sociedade brasileira, se aproxima cada vez mais de todos e, infelizmente, neste sábado chegou à nossa categoria. Uma trabalhadora, associada ao nosso Sindicato, foi morta, brutalmente.
Já não basta mais apenas clamar por justiça, pois matadores de mulheres são presos, julgados e vão cumprir longas penas, mas os feminicídios continuam ocorrendo e Santa Catarina, tido como “estado com raízes europeias”, vangloriado por sua “supremacia branca”, é um dos estados em que mais se pratica o feminicídio no Brasil.
Esta vergonha nacional precisa ser estancada e não bastam apenas leis e prisões. É preciso educação, consciência da independência das mulheres e que elas sejam respeitadas. Cabe a cada família educar suas crianças pensando no futuro, pois a atual geração masculina parece não ter limites ou solução, infelizmente.
É inconcebível. É injustificável! É inaceitável! Cabe-nos, como representação da classe trabalhadora, nos colocarmos em oração com a família e amigos, proporcionar todas as condições de suporte que estão ao nosso alcance e não nos furtaremos disso, mesmo com os corações partidos e golpeados novamente pelas circunstâncias. Grasiela Cândido, presente! Estamos juntos!”
Grasiela foi morta na manhã deste sábado pelo próprio marido de forma brutal. Após o crime, o suspeito fugiu e foi localizado pela polícia após se envolver em um acidente no distrito de Estação Cocal, em Morro da Fumaça. Ele teve traumatismo craniano e foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde se encontra sob custódia.




