Tijucas
O suspeito de matar Noêmia Fernandes, de 72 anos, com golpes de estilete por conta de uma dívida de fogão em Tijucas, na Grande Florianópolis, foi liberado após prestar depoimento. O crime ocorreu no último domingo (15), na residência da vítima.
Suieny Cleide, filha da vítima, conta que manchas de sangue foram encontradas no portão da casa do suspeito. “O sangue estava na residência dele. As roupas dele estavam com sangue e de molho, dentro do tanque. Ele roubou pertences dela, levou celular e bolsa”, relatou.
Na segunda-feira (16), o homem de 33 anos se apresentou voluntariamente à Polícia Militar. Ele afirmou que não era autor do crime, embora tenha admitido que fugiu do local após o homicídio.
“Foi feita a perícia na casa dele, porém o laudo não saiu ainda, mas não tem outra explicação. Ele disse que não matou, foi liberado e saiu pela porta da frente”, disse Suieny. A idosa foi encontrada morta por familiares.
Idosa foi morta por dívida de fogão, apontam familiares
Bruno, sobrinho da vítima, relatou que o suspeito teve desavenças com a vítima após a venda de um eletrodoméstico. “Minha tia vendeu um fogão para ele e ele aparentemente não pagou. Ela estava cobrando ele e, no dia anterior, aparentemente eles tiveram uma discussão. Tudo indica que esse foi o motivo do crime”.
Suieny, por sua vez, adiciona que, após cobrar o suspeito pela dívida, a idosa foi insultada. “Ele disse que não ia dar o dinheiro e fechou a porta. Aí na madrugada ele foi lá e fez essa brutalidade”.
A filha conta que Noêmia estava dormindo quando escutou a porta ser arrombada. Ela tentou se defender, mas foi morta com golpes de estilete.
A Polícia Militar confirmou que a vítima foi assassinada com diversos golpes de estilete e que a cena do crime apresentava vestígios de sangue no portão de entrada e nas paredes externas da residência. O local foi devidamente isolado pela Polícia Militar para a preservação da área até a chegada da Polícia Científica, responsável pela coleta de evidências e realização dos procedimentos periciais.
“Diante da relação entre as declarações prestadas e o crime investigado, bem como da apresentação espontânea do homem na unidade policial, a guarnição da Polícia Militar conduziu o envolvido à Delegacia de Polícia Civil para a formalização do depoimento e adoção das providências de polícia judiciária”, destacou a PM.
A Polícia Civil investiga o caso e afirmou que há muitas testemunhas a serem ouvidas. Em nota, o delegado responsável pelo caso destacou que é muito prematuro dar como certa a motivação do crime e, por hora, não há nenhum parecer.
A equipe de plantão já realizou diligências e a possível autoria do crime foi identificada. Com a continuidade da investigação, o delegado deve pedir o mandado de prisão do suspeito.
Com informações do ND Mais




