Residências representam 76,8% dos registros de um levantamento de incêndios do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) em Criciúma. Das 56 ocorrências listadas, 43 envolvem imóveis residenciais. Os casos vão de 5 de janeiro a 26 de setembro de 2026.
O ex-comandante dos bombeiros da região de Criciúma, tenente-coronel Henrique Piovezam, reconheceu que a região de Criciúma apresenta maior ocorrência de incêndios residenciais do que outras regiões. Ele, porém, não soube explicar o motivo dessa diferença.
A relação foi extraída da plataforma de investigação de incêndios do CBMSC em 18 de outubro. Além dos registros residenciais, o documento reúne três ocorrências comerciais, uma industrial e nove de outras ocupações.
Na classificação dos casos, falhas de equipamentos aparecem em 17 registros. Outros 16 foram associados a chama direta ou outra fonte de calor, e 13 a mau uso de equipamento. Nove tiveram causa indeterminada e um foi atribuído a uma descarga atmosférica. O levantamento não detalha os utensílios envolvidos em cada ocorrência.
Fritadeiras acendem alerta
Em um gráfico estadual divulgado pelos bombeiros, a categoria “fritadeira” aparece com 3,5%, à frente dos demais utensílios de cozinha listados. A fiação elétrica, que integra outra categoria, representa 9,4%.
O gráfico não informa o período dos dados. Os percentuais estaduais também não permitem identificar quais utensílios provocaram os incêndios registrados em Criciúma.
Para reduzir os riscos, os bombeiros orientam manter o fogão sob vigilância durante o preparo dos alimentos e conservar as instalações elétricas em boas condições. Se o óleo pegar fogo, nunca se deve jogar água, pois isso pode espalhar o óleo em chamas. Em caso de risco, a orientação é sair do imóvel e acionar o telefone 193.
Érik Borges / TN Sul




