O preço dos combustíveis voltou a subir em Criciúma e entrou no radar dos motoristas da região Sul de Santa Catarina nesta quarta, 18, e quinta-feira, 19. O momento é de alta procura nos postos e atenção aos desdobramentos, provocadas pela mobilização de caminhoneiros no estado.
Em Criciúma, a gasolina comum foi encontrada entre cerca de R$ 6,77 e R$ 6,98 nos postos da região. A média observada na cidade ficou próxima de R$ 6,89 a R$ 6,93, enquanto a gasolina aditivada também se aproxima dos R$ 7. Já o diesel passou dos R$ 7 em alguns estabelecimentos.
Nos últimos dias, a alta nas bombas foi significativa. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes ao período de 8 a 14 de março, apontavam média de R$ 6,42 para a gasolina comum em Criciúma, com valor máximo de R$ 6,48. Em comparação com os preços verificados nesta quinta, o aumento chega a até R$ 0,50 em alguns postos.
Apesar da preocupação de consumidores e das filas registradas na noite de quarta-feira em cidades como Criciúma e Forquilhinha, a manhã desta quinta foi de movimento mais tranquilo nos postos. A avaliação é que houve aumento de demanda, o que acabou pressionando a capacidade de reposição das distribuidoras.
Segundo apuração divulgada pelo ND, a dificuldade neste momento está mais relacionada ao ritmo de recomposição dos estoques do que a uma falta generalizada de combustíveis. Em Criciúma e no extremo sul catarinense, o abastecimento segue considerado normal, ainda que alguns postos possam enfrentar restrições pontuais por conta da reposição.
No caso do diesel, a indicação é de que o produto segue disponível na maior parte dos estabelecimentos, embora também haja locais com estoques pressionados pelo aumento da procura.
Paralisação dos caminhoneiros pelo Estado
A situação ocorre paralelamente ao início da mobilização de caminhoneiros em Santa Catarina nesta quinta-feira, 19. O principal foco do movimento está no Litoral Norte, especialmente na região de Itajaí e Navegantes, onde a orientação de lideranças é para que motoristas suspendam carregamentos e mantenham os caminhões parados, sem bloqueios em rodovias.
No Sul do estado, porém, o cenário ainda é de cautela e observação ao longo desta quinta. O representante dos caminhoneiros da região de Araranguá, Jair Ferraz, afirmou para o Portal TNSul que, a princípio, não há movimentação no Sul. Segundo ele, a categoria acompanha os desdobramentos do movimento em outras regiões do país, mas, por enquanto, a situação local segue calma.
A paralisação, no geral, tem como pano de fundo a insatisfação da categoria com o valor do diesel e o cumprimento do piso mínimo do frete. Ao mesmo tempo, a Justiça Federal em Santa Catarina proibiu bloqueios em rodovias federais e acessos portuários, autorizando atuação das forças de segurança para garantir a liberação das vias.
Mesmo sem interdições, o cenário mantém o setor produtivo em alerta, já que uma eventual ampliação da mobilização pode afetar a logística e o abastecimento nos próximos dias.




