Greve dos caminhoneiros: Rodovias seguem sem paralisações nesta quarta

A PRF informou fluxo normal nas estradas catarinenses, enquanto Fetrancesc divulgou nota alertando para prejuízos de uma greve

As rodovias federais de Santa Catarina seguem com fluxo normal na manhã desta quarta-feira, 18, sem registro oficial de paralisação de caminhoneiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em meio ao cenário de mobilização em diferentes estados, a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) divulgou, no fim desta manhã, uma nota em que defende o diálogo e alerta para os impactos que uma eventual paralisação pode causar.

Na nota, a Fetrancesc afirmou respeitar o direito de manifestação dos caminhoneiros, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelo setor, como os sucessivos aumentos no preço do diesel, a defasagem no valor do frete, a elevação dos custos operacionais, problemas de infraestrutura e insegurança nas estradas.

A federação também cobrou comprometimento de toda a cadeia logística, em especial dos embarcadores, para que haja sensibilidade na revisão dos valores do frete e equilíbrio nas operações. Ainda, ainda defendeu que o diálogo entre caminhoneiros, empresas e poder público é o caminho mais adequado para buscar soluções sem comprometer o funcionamento da economia.

Confira aqui a nota completa da Fetrancesc.

PRF informa fluxo normal nas rodovias catarinenses

De acordo com a PRF, a corporação não foi comunicada oficialmente sobre qualquer movimento de paralisação, mas informou que monitora todos os cenários que possam afetar a circulação nas rodovias federais do estado. Segundo o órgão, qualquer alteração provocada por movimentos sociais será informada por seus canais oficiais.

Expectativa para anúncio do Governo

Em Brasília, a expectativa é de que o ministro dos Transportes, Renan Filho, anuncie ainda nesta quarta-feira medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete. A iniciativa é vista como uma tentativa de reduzir a tensão com caminhoneiros, que cobram maior controle sobre os valores pagos pelo frete e reclamam da alta do diesel em Santa Catarina e em outros estados.

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