15.5 C
Criciúma
sexta-feira, setembro 4, 2026

Região Carbonífera registra mais de 210 casos de estupros de vulneráveis

Os dados são referentes aos anos de 2024 e 2025 registrados na Polícia dos 12 municípios da Amrec

MAÍRA RABASSA
policia@tnsul.com

A cada três dias, uma criança ou adolescente sofreu algum tipo de violência sexual na Região Carbonífera. Nos últimos dois anos, a Amrec registrou 216 casos de estupros de vulneráveis.

Os crimes foram registrados e apurados pela Polícia Civil de Santa Catarina nos 12 municípios, entre os anos de 2024 e 2025. Mesmo com uma queda entre o período de 1,83%, os números seguem alarmantes na cidade de Criciúma, que teve uma alta de mais de 57% nas denúncias de violência contra criança e adolescente.

As idades que mais sofrem nas mãos dos abusadores na região são dos 10 aos 13 anos, um total de 85 ocorrências. A segunda preferência dos criminosos são crianças com idades de zero a cinco anos, um total de 52 casos nos últimos dois anos. Destas, cinco vítimas tinham apenas dois anos de idade quando foram abusadas.

Faixa etária

A faixa etária de zero aos cinco anos de idade sofreu uma crescente nos casos em mais de 26%, entre 2024/2025. Além disso, pelo menos 78% dos crimes são cometidos contra meninas.

Foram 84 casos em 2024 e 88 ocorrências em 2025. Criciúma registrou nos dois anos 85 casos contra meninos e meninas. Os municípios de Orleans, Forquilhinha, Içara e Balneário Rincão são onde acontecem mais casos, depois de Criciúma. Em 2025, as quatro cidades somaram 37 estupros de vulneráveis, sendo que Içara fi cou em segundo no ranking com dez registros, quase um caso por mês.

Segundo Lílian Motta Gomes, psicóloga policial civil da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Criciúma, é considerado estupro de vulnerável ações sexuais praticadas por adultos contra crianças de zero a 14 anos. “Ele é qualquer ação praticada por adultos, homens, mulheres e mesmo até adolescentes, contra crianças e adolescentes, cuja ação tenha por objetivo a estimulação sexual das vítimas, ou a satisfação sexual da própria pessoa que abusa da criança, ou do adolescente, de pessoas com mais de 14 anos, mas numa condição neurológica diferenciada”, explica a psicóloga policial da DPCAMI de Criciúma.

Leia a matéria completa na edição desta segunda-feira, dia 9, do jornal impresso Tribuna de Notícias. Ligue para 4899109-5070 e garanta sua assinatura.

Últimas