A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), cobrou do Governo do Estado na tarde desta terça-feira, 24, a adoção urgente de medidas emergenciais para contar a crise na produção de cebola no Estado.
A federação afirma que solicitou o fortalecimento de mecanismos de defesa comercial devido à concorrência com produtos importados, além da criação de linhas de crédito específicas, a prorrogação de obrigações financeiras e ações que visam garantir condições justas de competitividade à produção catarinense. Segundo a entidade, as demandas foram formalizadas e entregues ao governador Jorginho Mello (PL).
De acordo com a Facisc, Santa Catarina é o maior produtor de cebola do Brasil e continuou na liderança nacional, mesmo após eventos climáticos adversos atingirem as produções em 2024. A estimativa para a safra 2025/2026, é de uma produção recorde, que é impulsionada pelo aumento de produtividade, a ampliação da área plantada e investimentos na mecanização.
A entidade afirma porém, que a combinação entre a supersafra e a entrada expressiva de produto importado provocou uma forte pressão sobre os preços pagos ao produtor.
A Facisc, afirma que há pelo menos dois anos o valor recebido pelo agricultor permanece abaixo do custo de produção, o que afeta a viabilidade econômica da atividade e levou municípios catarinenses a decretarem situação de emergência.
A federação destaca que embora SC lidere em volume produzido, o estado perdeu posição no ranking nacional em valor pago pela produção. O que viria a afetar principalmente agricultores familiares, já que enfrentam perda de competitividade frente a outros estados e a redução no poder de compra.
A Facisc encerrou afirmando que a adoção das medidas solicitadas é necessária para preservar a competitividade do agronegócio catarinense. Visto que iria garantir a sustentabilidade econômica dos municípios produtores e proteger famílias que dependem da cebolicultura no Estado.




