O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) emitiu um alerta à população sobre uma nova tentativa de golpe em que criminosos se passam por oficiais de justiça e utilizam o WhatsApp para entrar em contato com possíveis vítimas.
Embora servidores e servidoras oficiais de justiça possam, de fato, usar o aplicativo para se comunicar com pessoas envolvidas em processos da Justiça do Trabalho, o tribunal reforça que é fundamental redobrar a atenção antes de responder às mensagens recebidas.
As comunicações verdadeiras costumam apresentar informações claras e suficientes para que o destinatário compreenda o motivo do contato, sem a necessidade de clicar em links desconhecidos. Entre os principais pontos de identificação estão o nome completo do oficial de justiça, a indicação do processo, com número ou nome das partes, e uma mensagem objetiva, que explica o motivo do contato.
O oficial de justiça Carlos Augusto Kindlein, por exemplo, costuma encaminhar documentos em formato PDF, como mandados ou intimações. Esses arquivos geralmente contêm um QR Code que permite verificar a autenticidade diretamente no site oficial do Tribunal.
Já as mensagens falsas, segundo o TRT-SC, normalmente fazem referência genérica a supostas intimações, audiências ou processos judiciais, com o objetivo de induzir a vítima a clicar em links, fornecer dados pessoais ou confirmar informações de forma indevida. Entre os principais sinais de alerta estão mensagens genéricas, sem identificação do oficial ou dados do processo, links que direcionam para endereços fora dos domínios oficiais — que normalmente terminam em “.jus.br” ou “.gov.br”, e contas do WhatsApp criadas há poucos dias.
O Tribunal destaca ainda que não existe um padrão único de comunicação adotado pelos oficiais de justiça da 12ª Região e que as orientações divulgadas têm caráter informativo.
Em caso de dúvida sobre a veracidade do contato, a recomendação é que o cidadão procure diretamente uma unidade judicial, utilizando os telefones e e-mails disponíveis no site do TRT-SC. Se a confirmação não for possível, a orientação é entrar em contato com a Ouvidoria do Tribunal.




