Moradores protestam contra Central do Recomeço no Capão Bonito

Manifestação foi realizada na manhã deste domingo, no terreno que foi comprado pela Prefeitura

José Adílio

Criciúma

A manhã deste domingo foi de manifestação na comunidade de Capão Bonito, em Criciúma, contra a Administração Municipal devido ao projeto de instalação da Central do Recomeço. Os moradores não querem que a Central seja instalada no bairro e estão indignados porque, segundo eles, o prefeito Vagner Espíndola, não esteve na comunidade discutindo o assunto com a população.

Os moradores já haviam mostrado contrariedade com a instalação da Central do Recomeço no Capão Bonito, na quinta-feira, dia 18, quando estiveram na Câmara de Vereadores acompanhando a votação do projeto de lei que autorizava a Prefeitura de Criciúma a adquirir o terreno que pertencia a Igreja Quadrangular. O projeto foi aprovado, mas sob protestos.

Eles também contestam que o prefeito falou que já conversou com a comunidade. “Não, ele mentiu, deu entrevista e disse que veio aqui na comunidade é tudo mentira. Ele só veio ver o terreno, no domingo passado, quietinho, ele e mais umas quatro pessoas e entraram ali pela cerca, porque o portão estava cadeado, olharam o terreno e vazaram”, conta o morador Luiz Zanette.

Os moradores chegaram a pedir um encontro com o prefeito para explanar a posição sobre o projeto. “Pedimos para ele fazer uma reunião, e ele disse que não. Só depois de o projeto estar encaminhado, terreno comprado, é ele vai ver se tem um horário para conversar com a comunidade. só que ele não espera que nós estamos reunindo, que vamos estar amanhã num evento no Salão Ouro Negro”, adiantou Zanette.

A comunidade também reclama da falta de infraestrutura do bairro falando que não tem nem unidade de saúde, precisando se deslocar para o Sangão quando precisa de atendimento médico. “Não temos nem unidade de saúde. Quando funcionava um centro de recuperação de dependente químico, era uma incomodo, porque eles superlotavam a unidade de saúde do bairro Sangão, que é onde somos atendidos e muitas vezes esperando na fila para conseguir as consultas”, pontua o morador.

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