Criciúma registra mais de 1,6 mil casos de violência contra mulher

Pelo menos mais de quatro crimes por dia ocorreu contra vítimas femininas no município em 2025

A violência segue perseguindo a vida das mulheres de Criciúma. Os dados são da Delegacia de Proteção à Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DPCAMI). Segundo as estatísticas, durante o ano de 2025, foram registrados mais de 1,6 mil boletins de ocorrências de violência doméstica no município, ou seja, por dia, pelo menos mais de quatro mulheres sofreram algum ataque. Destes casos, mais de 2,4 mil mulheres foram vítimas de algum fato. As idades das vítimas variaram dos 12 a mais de 60 anos, sendo que a maioria dos casos ocorreu com jovens entre 25 e 34 anos de idade, mais de 27% dos crimes.

Crimes cometidos

O principal delito cometido em Criciúma contra vítimas femininas são ameaças, com 818 fatos ocorridos durante este ano. O segundo no ranking é a lesão corporal leve (dolosa) com 384 registros em 2025. Em terceiro vem o crime de injúria, com 268 das ocorrências do ano. Este ano, também, 182 homens descumpriram medidas protetivas de urgência, sendo que 140 chegaram a vias de fato com as mulheres. Foram oito estupros e oito feminicídios entre janeiro e 15 de dezembro. O dia da semana que mais acontece os ataques são domingo (18,7%), sábado (18,6%) e terça-feira (17,3%). Os meses com mais ocorrências foram: novembro (10,1%), agosto (10,1%) e janeiro (9,2%).

“Na cidade de Criciúma, por exemplo, a gente observou uma leve redução no número de registros de casos de violência doméstica em relação ao ano passado. Então, em 2024, as estatísticas mostram que houve cerca de 1.800 registros para cerca de 1.600, no ano de 2025. E essa redução, mesmo que tímida, é um indicativo de que as ações em conjunto entre as instituições. A sociedade tem gerado um impacto. E outro ponto importante é que graças a um avanço da tecnologia, a maior divulgação de informações e ao incentivo para que as mulheres busquem ajuda, a gente tem observado um número crescente de denúncias em muitos locais”, explica Ana Elisa Vargas de Souza, delegada da DPCAMI.

Por Maíra Rabassa/TN Sul.

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