Um morador do município de Turvo, no Sul de Santa Catarina, se tornou alvo de um mandado de busca e apreensão pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), na manhã desta sexta-feira, 16, após suspeita de crime sexual contra crianças e adolescentes. A investigação identificou indícios de que ele teria realizado o download e o armazenamento de ao menos oito arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A medida teve como objetivo reunir elementos para o avanço das apurações e a identificação da autoria dos fatos e faz parte da Operação “Mariposa III”. A ação dá continuidade à iniciativa internacional Mariposa, de enfrentamento dos crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados no ambiente digital.
A identificação e a responsabilização dos envolvidos são consideradas medidas essenciais para interromper a circulação desse material e ampliar a proteção de crianças e adolescentes.
Os dispositivos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para a realização dos exames periciais necessários.
A investigação tramita sob sigilo.
Alerta
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) destaca que o armazenamento e o compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil contribuem para a continuidade da violência contra crianças e adolescentes. A atuação dos órgãos de investigação e de justiça busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também impedir que esse material continue circulando e produzindo novos danos às vítimas.
Operação Mariposa
A Operação Mariposa integra uma mobilização internacional voltada à identificação de usuários envolvidos com o armazenamento e a disseminação de material de abuso sexual infantojuvenil na internet. A iniciativa reúne instituições de diferentes países da América Latina no compartilhamento de informações e no desenvolvimento de ações coordenadas de investigação.
A ação conta com suporte tecnológico fornecido pela Child Rescue Coalition, entidade dedicada ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, além da cooperação de organismos nacionais e internacionais especializados no combate ao crime transnacional e aos delitos praticados em ambiente virtual.
No Brasil, as diligências buscam identificar suspeitos, reunir elementos probatórios e intensificar a proteção de crianças e adolescentes vítimas desse tipo de violência. A nova fase da operação demonstra o trabalho integrado realizado pelas instituições envolvidas no enfrentamento desses crimes.




