Estadual: Aluno sofre queimaduras após jogar descalço em campo sintético

De acordo com o estudante, o professor de Educação Física teria ordenado que todos os alunos tirassem os tênis para jogar bola no campo de grama sintética, mesmo com o piso extremamente quente por causa do forte calor.

Uma criança da rede municipal de ensino de Canelinha sofreu queimaduras nos pés durante uma aula de Educação Física na tarde de terça-feira (11). O caso ocorreu em uma escola e gerou forte indignação entre pais e moradores da cidade.

Segundo o relato da mãe, o menino chegou em casa mancando, chorando e segurando um dos tênis nas mãos. “Quando tirei a meia, vi as bolhas de queimadura. Ele estava com o pezinho ferido do calor da grama sintética”, contou. O aluno precisou de atendimento médico, curativos e foi orientado a permanecer quatro dias em repouso, com os pés enfaixados para evitar infecção.

De acordo com o estudante, o professor de Educação Física teria ordenado que todos os alunos tirassem os tênis para jogar bola no campo de grama sintética, mesmo com o piso extremamente quente por causa do forte calor. Apesar das queixas dos estudantes, a atividade teria continuado. O menino tentou recolocar o calçado, mas já apresentava ferimentos visíveis ao fim da aula. O caso repercutiu no município e levantou questionamentos sobre a conduta do profissional, protocolos de segurança durante atividades escolares e responsabilidade da gestão municipal. Pais relatam preocupação e cobram providências imediatas.

O que diz a prefeitura

A Prefeitura de Canelinha e a Secretaria de Educação emitiu uma nota sobre um episódio ocorrido recentemente em uma das escolas da rede municipal: “Assim que a situação foi comunicada, a Secretaria prontamente instaurou um procedimento de verificação, conduzido por meio de uma escuta técnica, criteriosa e imparcial, abrangendo todos os envolvidos: direção da escola, professor, equipe pedagógica, demais docentes e alunos da turma. Após a coleta e análise dos depoimentos, verificou-se que não houve qualquer tipo de obrigatoriedade, coerção ou imposição por parte do professor para que os alunos participassem das atividades descalços. Conforme relataram os próprios estudantes e os profissionais presentes, as aulas são conduzidas em um ambiente de respeito mútuo, diálogo e liberdade pedagógica, no qual os alunos se sentem à vontade para escolher a forma de participação que lhes proporcione maior conforto e envolvimento nas práticas propostas. Ressalte-se, ainda, que a condução das atividades observadas está alinhada aos princípios pedagógicos da instituição, que valorizam a autonomia do educando, a criatividade e o respeito às diferenças individuais, sempre dentro dos limites éticos e educacionais estabelecidos pela escola. A Secretaria reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo e o respeito mútuo entre escola e família, reforçando que toda situação comunicada será sempre tratada com seriedade e responsabilidade, priorizando o bem-estar dos alunos e a verdade dos fatos. Seguimos acreditando que a parceria entre família e escola é essencial para o desenvolvimento integral das nossas crianças e para o fortalecimento da confiança na educação pública.”

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