Catarinense morre em engavetamento provocado por perseguição policial no RJ

Vítima foi identificada como Fernando Ávila, conhecido como Sombra, morador de Laguna

Um caminhoneiro de Laguna morreu em um grave acidente na madrugada desta quinta-feira (23) na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Serra das Araras, em Piraí, no Rio de Janeiro. A vítima foi identificada como Fernando Ávila, conhecido como Sombra, que trabalhava para uma transportadora e ficou preso às ferragens após a colisão entre caminhões.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o engavetamento foi consequência de uma perseguição policial ocorrida horas antes, que bloqueou parte da pista. A ação começou por volta da 1h, quando agentes da Polícia Federal tentaram abordar um táxi nas proximidades da base operacional da PRF em Caiçara. O motorista, de 41 anos, desobedeceu à ordem de parada e fugiu pela contramão em alta velocidade.

Durante a fuga, o táxi colidiu de frente com outro veículo que seguia normalmente no sentido São Paulo. Os dois ocupantes do carro — um jovem de 27 anos e um adolescente de 16 — ficaram feridos e foram levados para o Hospital São João Batista, em Volta Redonda (RJ). O taxista, que não se machucou, foi preso logo em seguida. Dentro do carro, os policiais encontraram cerca de 65 quilos de cocaína e 4 quilos de skunk.

O segundo acidente

Com a pista interditada após o primeiro acidente, um congestionamento se formou na serra. Por volta das 4h30, na altura do km 225, três caminhões se envolveram em uma nova batida, uma delas conduzida por Fernando Ávila. Ele morreu no local. Um dos veículos transportava blocos de granito, que ficaram espalhados pela via após o impacto.

Equipes da CCR RioSP, do Corpo de Bombeiros e da perícia atuaram no atendimento das ocorrências. A rodovia chegou a registrar longos congestionamentos nos dois sentidos durante a manhã, mas foi totalmente liberada antes do meio-dia.

O taxista foi autuado por tráfico interestadual de drogas e tentativa de homicídio por dolo eventual, já que, segundo a PF, assumiu o risco de causar mortes ao dirigir na contramão da rodovia.

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