Semana Inclusiva busca ampliar PcD no mercado de trabalho

Criciúma recebe o evento pela primeira vez, com o objetivo de melhorar números de contratação

Se há 10 anos Santa Catarina estava abaixo da média nacional na inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados pelo INSS no mercado de trabalho, hoje o Estado é referência nacional. Esse avanço resulta de um trabalho conjunto entre o Ministério do Trabalho e a Auditoria Fiscal, que busca aproximar quem procura emprego das empresas que precisam contratar.

Um dos principais frutos dessa mobilização é a Semana Inclusiva Santa Catarina (Sisc), criada com a participação de mais de 50 entidades e que neste ano, em que completa 10 edições, chega pela primeira vez a Criciúma.

“Nós notamos que não bastava falarmos sobre o trabalho. A gente deveria abordar todas as questões que pudessem levar ao trabalho e também que pudessem levar à convivência entre as pessoas, porque só há a exclusão porque nós não tivemos a convivência desde o berço. Então, passamos a tratar também de educação, lazer, cultura, esporte e, além disso, o trabalho. As semanas foram iniciaram em Florianópolis e Blumenau. E aí, ano após ano, foram crescendo e nesse ano em que comemoramos 10 anos das Semanas Inclusivas Santa Catarina, estamos fazendo em quatro novas cidades”, conta a auditora fiscal do Trabalho e coordenadora estadual do projeto de inclusão, Luciana Xavier Sans de Carvalho.

Desafios locais

A Lei 8.213/91 determina que empresas com 100 ou mais empregados destinem de 2% a 5% das vagas a pessoas com deficiência ou reabilitados. Em Santa Catarina, 2.552 estabelecimentos se enquadram na exigência, sendo 91 apenas em Criciúma.
No Estado, 35.201 pessoas com deficiência estão empregadas. No município, são 983, mas o número ainda está longe da meta: faltam 921 contratações para que o índice seja atingido.

“Estamos muito empolgados em fazermos em Criciúma, porque de todas as cidades que compõem a Semana Inclusiva Santa Catarina, Criciúma é aquela com o menor percentual de inclusão. Pouco mais de 52%. E nós temos certeza que Criciúma é uma cidade potente, pujante, com muitas pessoas com deficiência aguardando uma oportunidade. Tenho certeza que na próxima semana inclusiva já estaremos colhendo as sementes que estamos plantando agora em Criciúma”, afirma Luciana.

Por Thiago Oliveira/TN Sul.

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