Tigre de olho também no clima paraense

Diante do Remo, na quinta-feira, Criciúma terá pela frente também o calor e atletas devem ter o dobro da temperatura, em relação à Capital do Carvão

Tiago Monte

Criciúma

Na quinta-feira, o Tricolor Carvoeiro tem outra decisão, pela Sèrie B do Brasileiro, no confronto direto diante do Remo. A partida, no estádio Mangueirão, pode valer uma vaga no G4 da competição. Além de todas as dificuldades, dentro das quatro linhas, os jogadores do Tigre também enfrentarão problemas fora de campo, já que sairão de temperaturas em torno de 15 graus para os termômetros marcando mais de 30 graus.

Experiente, o atacante Nicolas, que estava no Paysandu, rival do Remo, de Belém, antes de chegar ao Criciúma, ao junho, minimiza o reencontro com o antigo adversário, mas alerta para as dificuldades também no clima. “A gente tende a enfrentar muita dificuldade. Eu acho que o confronto é normal. Hoje, visto a camisa do Criciúma e é mais um jogo. Normal. Só que com uma dificuldade muito grande no clima. Não é fácil jogar em Belém, eu sei. É uma cidade muito quente. Os adversários tendem a sentir um pouco o clima, mas a gente está preparado. Se eu não me engano, o Criciúma já venceu esse ano lá em Belém. Então também isso nos dá um certo motivo para acreditar”, comenta. Nicolas tem razão: o Criciúma bateu o Remo, em Belém, pela Copa do Brasil, em março.

O jogador se diz feliz para voltar à cidade do Norte do Brasil. “Uma expectativa, para mim, muito boa, de voltar pra um lugar onde eu fui muito feliz. Um lugar que eu me sinto muito bem. O estádio, o Mangueirão, é um lugar que fiz vários jogos maravilhosos, gols também. Então, me sinto muito bem lá na cidade”, pontua Nicolas.

O atacante destaca que, mesmo com os desafios, o Criciúma buscará a vitória na capital paraense. “O Criciúma entra em todos os jogos pra vencer. Isso não vai ser diferente. A gente vai entrar pra vencer, respeitando o Remo, que também é um time que está na parte de cima da tabela. É um confronto direto. Só que a gente tem que saber o que a gente busca na competição. E a gente vai lá pra tentar fazer um grande jogo”, comenta.

Elogios ao presidente Valter Minotto

O presidente do Criciúma, Valter Minotto, se mostra participativo e presente no dia a dia do clube e junto aos jogadores. A postura do dirigente arranca elogios do atacante carvoeiro.“Eu não conhecia ele. É um cara muito leve, no dia a dia. Sempre que ele pode, que eu vejo, ele está com a gente. A gente vem ao campo, nos treinamentos, nos jogos, ele sempre está”, ressalta Nicolas.

O atacante destaca um fato engraçado e inusitado, ocorrido após o jogo com o Novorizontino. “Na hora que eu ia fechar a roda, perguntei se ele (Valter Minotto, presidente) queria dar uma palavrinha. E ele falou: ‘estou sem voz, eu não consigo falar’. Mas ele falou, como de hábito. Ele tem falado um pouco no final dos jogos. É uma relação muito boa: ele está muito à vontade, a gente também se sente muito à vontade com ele”, comenta.

Nicolas reforça os elogios ao mandatário carvoeiro. “Espero que ele possa dar sequência também no ano com a gente, porque a gente precisa de pessoas assim: com leveza, com comprometimento com o clube, para que as coisas aconteçam da maneira mais normal possível e mais leve possível também”, diz.

Últimas