Marca de resistência: Primeiro Banco Vermelho é inaugurado em SC

A inauguração ocorreu nesta quinta-feira (7), no Fórum de Criciúma

A instalação do primeiro Banco Vermelho de Santa Catarina é uma iniciativa da OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil) – Subseção de Criciúma, por meio da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher e Acolhimento da Vítima, e foi oficializada nesta quinta-feira (7). Localizado no Fórum da Comarca de Criciúma o banco representa o movimento nacional de conscientização sobre a violência contra a mulher, que faz parte da campanha Agosto Lilás.

A data de inauguração do banco, 7 de agosto, também faz referência ao aniversário da Lei Maria da Penha, que completa neste dia 19 anos. Além disso, frases de incentivo à denúncia e reflexão sobre a temática são encontradas no local, como a frase: “A violência contra a mulher não tem justificativa. Denuncie e rompa esse ciclo”.

“Estamos dando voz e resgatando a memória de tantas mulheres que não puderam mais contar suas histórias. Que este banco, firme e vermelho, seja marca de resistência, mas também de esperança. Que ele nunca se torne paisagem, que ele provoque, questione e emocione. As mulheres que ainda sofrem em silêncio, não estão sozinhas, e àquelas que partiram, nós não esqueceremos”, destaca a vice-presidente da OAB Subseção Criciúma, Dra. Janaina Alfredo da Rosa.

A cor vermelha da estrutura tem como objetivo ser marcante e levar à reflexão aqueles que passam pelo espaço público e veem o banco. A presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher e Acolhimento da Vítima da OAB Subseção Criciúma, Dra. Vania Pinheiro Rodrigues, explica: “Não é um simples objeto, ele representa todas as mulheres que tiveram suas vidas marcas e, infelizmente, em muitos casos, encerradas pela violência doméstica e feminicídio”.

Denuncie a violência contra a mulher: A denúncia pode ser feita de forma online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher pelo site ou pelo WhatsApp (48) 98844-0011. Ou ainda, ligue pelo telefone 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e 180 (Disque Denúncia) e faça a denúncia anônima.

FOTO: MP/DIVULGAÇÃO


Últimas