O frio dói: trabalhadores sofrem durante o inverno

Profissionais precisam enfrentar temperaturas congelantes para trabalhar em áreas externas e até em contato com água. Para isso, precauções são necessárias

Criciúma
Edson Padoin
cidades@tnsul.com

Enquanto muitos buscam o conforto de ambientes aquecidos durante o inverno, muitos trabalhadores têm em seus ofícios a necessidade de enfrentar as temperaturas baixas. Nas ruas geladas, lavadores de carros, vigias, motoboys, coletores de lixo, frentistas de postos de combustíveis e trabalhadores da construção civil são alguns dos profissionais que convivem com o frio extremo e os exigem preparo e cuidados redobrados.

Em meio ao frio congelante e ao vento ‘cortante’, esses trabalhadores executam suas tarefas, enfrentando condições que testam não apenas sua resistência física, mas também sua determinação. Para eles, o trabalho não para, independentemente do clima que se apresenta.

Para o lavador de carros, Hector Israel Dias Rodrigues, natural do Rio Grande do Sul e que mora em Criciúma há quatro anos, as dificuldades são maiores para realizar o trabalho nesta época do ano. “Quando chega o inverno, dificulta bastante o nosso trabalho, principalmente com o frio rigoroso. Trabalhamos diretamente com água e no frio ela fica muito mais gelada. É um desafio diário lidar com a água gelada e o vento forte”.

EQUIPAMENTO

Apesar disso, algumas medidas são tomadas para se proteger das baixas temperaturas. Ele adota um equipamento completo de proteção: calça à prova d’água, bota impermeável, moletom e gorro são essenciais para se resguardar do clima rigoroso. “No Rio Grande do Sul, o frio era mais seco, aqui é mais úmido. Usamos luvas grossas, mas mesmo assim, nossas mãos congelam rapidamente. É difícil, mas é o nosso trabalho”, observa.

Além dos lavadores de carro, outros profissionais que enfrentam condições adversas são os vigias, como Emerson Ramos, que realiza o trabalho em um bairro da área central de Criciúma. “Eu já trabalho como vigia há oito anos. Atualmente eu trabalho em um bairro da região central de Criciúma das 5h às 17h”, explica.

Para se aquecer, o vigia utiliza técnicas que aprendeu durante os anos de trabalho. “Costumo sempre fazer uma fogueira ao lado da guarita. Nela consigo esquentar as minhas extremidades e também manter a guarita aquecida”, revela

PROTEÇÃO

Quando a chuva impede o uso da fogueira, ele recorre a uma garrafa com água quente para proteger mãos e pés do frio. Além disso, utiliza roupas quentes como moletons grossos, luvas e gorros. “Outra opção também é trazer um aquecedor. Além disso, busco utilizar roupas que vão me aquecer, como moletons grossos, luvas e gorros. Quando está chovendo, utilizo uma proteção completa para não me molhar”, acrescenta.

Segundo o vigia, esse é o pior momento do ano para quem precisa trabalhar na rua e enfrentar ‘de frente’ o frio. “Para nós que trabalhamos na rua, o inverno é muito doído. Com a chuva, fica ainda pior. Esse é o período do ano mais complicado, no verão é muito melhor de trabalhar”, completa.

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