Abril Verde conscientiza sobre saúde e segurança no trabalho

Professora foi vítima de um acidente há 20 anos e sofre as consequências até hoje, mesmo depois de um longo período de reabilitação. Após o fato, Rindalta nunca mais voltou a lecionar

Criciúma
Edson Padoin
cidades@tnsul.com

Na região Sul, uma história real serve como um lembrete constante dos desafios enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras em meio aos perigos do ambiente de trabalho. Rindalta das Graças de Oliveira, uma professora aposentada, tornou-se vítima de um grave acidente de trabalho em 2003, deixando sequelas que a acompanham até os dias de hoje. Seu relato não apenas evidencia as consequências dos acidentes laborais, mas também ressalta a importância da conscientização e da prevenção desses incidentes.

Rindalta foi prensada entre dois carros enquanto estava a trabalho, resultando em lesões graves. “Em 10 de novembro de 2003 eu estava em Itapema para participar de um curso. Na época, eu era professora da rede estadual de educação. Fomos à noite para Balneário Camboriú e, ao voltarmos para o hotel, eu estava atrás de um carro no estacionamento, veio outro veículo e me prensou. Foi considerado um acidente de trabalho porque eu estava a trabalho do Estado, fazendo uma capacitação, e eu tive as duas pernas espremidas”, conta.

Depois do acidente, a professora foi encaminhada para o hospital e a amputação das duas pernas foi cogitada pela equipe médica. A paciente foi transferida para Florianópolis e os médicos conseguiram fazer uma revascularização, salvando os membros inferiores da vítima.

Tratamento

Após 20 cirurgias e um longo processo de reabilitação, Rindalta sempre manteve o sonho de voltar a lecionar matemática para seus alunos. Apesar disso, por conta do acidente em 2003, isso nunca mais foi possível.

“Sempre tive o sonho de voltar para as escolas, para os meus alunos. Com o passar do tempo, fomos vendo que eu fiquei com mobilidade reduzida e que se eu voltasse para uma sala de aula iria correr o risco de voltar novamente para o hospital, não conseguindo uma recuperação. Depois de alguns anos, o Estado decidiu me aposentar por invalidez”, detalha.

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