Araranguá
Alexandra Cavaler
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A reforma do Santuário Nossa Senhora Mães dos Homens, em Araranguá, já anunciada pela igreja, mas ainda sem data para começar, tem gerado descontentamento em parte dos fiéis. Os mesmos estão se organizando em grupos de WhatsApp, nas redes sociais, e buscado colher assinaturas em abaixo-assinado após tomarem conhecimento que a proposta de revitalização inclui a alteração na fachada da igreja.
De maneira ordenada, o grupo elencou os passos a serem adotados e nomeou membros do grupo com algumas responsabilidades distintas. Entre elas, a tarefa de porta-voz para lidar com a imprensa. Essa é uma das funções de Daniel Bronstrup, que detalhou os encaminhamentos que o grupo vem adotando para evitar que a obra se efetive da maneira que foi anunciada.
“O movimento surgiu a partir do momento em que percebemos que na camiseta, folder e no cartaz da Festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens deste ano, havia o desenho de um projeto de modificação do prédio da igreja, que hoje é santuário. E aí, pessoas ligadas à história, em especial o historiador Alexandre Rocha, fizeram algumas publicações nas redes sociais para destacar isso, que a fachada histórica da igreja seria descaracterizada. Isso seria um ataque à história da cidade, à memória coletiva das pessoas, à memória afetiva do povo católico, que tem aquele prédio com aqueles desenhos de uma forma muito carinhosa, que inclusive, até já foi cartão-postal do município. Então, assim surgiu também a indagação de que não foi conversado com a comunidade em si, nem com o povo católico; simplesmente nos foi apresentado dessa maneira”, explicou Bronstrup.
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