Criciúma
Edson Padoin
economia@tnsul.com
As regiões do Extremo Sul Catarinense e Carbonífera, importantes polos econômicos do estado, estão enfrentando uma desaceleração significativa na geração de empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e análises de especialistas.
De acordo com o Novo Caged, a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) testemunhou um declínio acentuado na criação de empregos formais nos últimos anos. Em 2020, foram criados 645 novos postos de trabalho na região, um número que aumentou para 3.535 em 2021. Contudo, esse crescimento deu lugar a uma tendência descendente, com 1.955 novas vagas em 2022 e 1.634 em 2023.
Na região Carbonífera, apesar de um saldo positivo entre admissões e desligamentos nos últimos quatro anos, a geração de empregos formais está perdendo ritmo. Após registrar 2.691 novas vagas em 2020, o número subiu para 7.970 em 2021 e 6.047 em 2022, mas diminuiu para 4.161 em 2023.
Os dados da região Carbonífera mostram ainda que a região encerrou o ano passado com 153.515 pessoas empregadas formalmente. A indústria permanece como o maior empregador, apesar do fechamento de 213 vagas em 2023, seguida pelos serviços, que lideraram a geração de empregos formais na região, com 3.773 vagas adicionadas.
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