Forquilhinha
Edson Padoin
cidades@tnsul.com
O processo de desassoreamento do Rio Sangão, em Forquilhinha, alcançou um marco significativo, atingindo 40% de sua conclusão. Entretanto, a obra enfrentou interrupções devido às chuvas intensas no último fim de semana, o que elevou o nível da água e paralisou os trabalhos desde sexta-feira, conforme informado pelo engenheiro civil da prefeitura, Fernando Alves de Souza.
Segundo Souza, a obra enfrentou contratempos devido às enchentes, que resultaram na necessidade de refazer 380 metros do desassoreamento. Os resíduos trazidos das áreas vizinhas, especialmente de Criciúma, foram depositados nos primeiros trechos da intervenção, demandando esforços adicionais por parte da equipe de trabalho.
Até o momento, foram retirados do rio 50 mil metros cúbicos de material, contudo, o volume supera as projeções iniciais devido aos materiais arrastados durante os períodos chuvosos. Atualmente, os trabalhos concentram-se na segunda ponte do bairro Cidade Alta. “Ao todo, 50 mil metros cúbicos de material já foram retirados do rio. Devido aos materiais que são trazidos de Criciúma nos períodos de chuva, o volume está um pouco acima do previsto anteriormente”, detalha o engenheiro.
Bota-foras
Os materiais retirados do rio estão sendo depositados em bota-foras licenciados pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Após ensaios laboratoriais, se ficar caracterizado que os sedimentos sejam “não contaminantes”, podem ficar de caráter permanente no bota-fora. Independente das possibilidades, está previsto a recuperação ambiental e reflorestamento da área onde houve interferência.
As últimas chuvas ocasionaram um atraso de três semanas no cronograma da obra. A previsão de conclusão no prazo estabelecido está sendo reavaliada, sendo condicionada à ocorrência ou não de chuvas intensas nos próximos dias. “Caso não ocorram mais chuvas intensas é possível terminar dentro do previsto”, salienta.
A equipe técnica continua monitorando de perto as condições meteorológicas, buscando garantir o progresso eficiente da importante intervenção no Rio Sangão.
Sobre a obra
A primeira parte do projeto envolve a retirada de cerca de 200 mil metros cúbicos de material ao longo de um trecho de oito quilômetros do Rio Sangão, um esforço significativo que resultará em aproximadamente 12 mil viagens de caminhão com os rejeitos. O material será direcionado para dois bota-foras localizados a 500 metros e a mil metros de distância da margem do rio, garantindo que não haja risco de retorno ao leito.
Conforme o prefeito José Cláudio Gonçalves (PSD), o Neguinho, para o desenvolvimento do projeto foram investidos R$ 136 mil de recurso próprio da prefeitura. Já para a execução, que custará aos cofres públicos R$ 5.385.000, R$ 5 milhões foram provenientes de convênio com o Estado e os outros R$ 385 mil destinados pelo Governo Municipal. Apesar disso, o prefeito explica que terá mais um valor extra de R$ 4 milhões para a retirada de material dos bota-foras até um local licenciado para receber os rejeitos.
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