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segunda-feira, setembro 25, 2023

A SC Transplantes é a responsável por coordenar as atividades no Estado

A Central também tem como incumbência formular políticas de transplantes para o estado.

Texto e reportagem: Alexandra Cavaler

A SC Transplantes – Central Estadual de Transplantes de Santa Catarina, foi criada pelo Decreto Estadual nº 553/1999 de 21 de setembro de 1999 e Credenciada pelo Ministério da Saúde em 27 de outubro de 1999 através da Portaria SAS nº 604, sendo inaugurada em 16 de dezembro de 1999.

Ela faz parte da estrutura da Superintendência de Serviços Especializados e Regulaçãoda Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e funciona como agência executiva do Sistema Nacional de Transplantes.

Além disso, é responsável por coordenar as atividades de transplantes de órgãos em âmbito estadual, centralizando e coordenando todas as ações que envolvam a captação, o transplante e o gerenciamento das listas únicas de receptores de órgãos e tecidos, tanto nos processos de captação, quanto na distribuição de órgãos e tecidos. Tem também como incumbência formular políticas de transplantes para o estado.

Dúvidas comuns:
1 – Como funciona a doação de órgãos?

A princípio, qualquer pessoa pode ser um doador de órgãos no Brasil, independentemente do gênero, idade, classe social, entre outras características. Mas, para que o desejo da doação aconteça, é preciso que ela esteja dentro de alguns critérios técnicos e também legais.

2 – Famílias de doadores e receptores mantêm vínculo?

Por questão ética, a doação é feita de forma sigilosa, ou seja, a família não pode saber informações sobre a pessoa que recebe os órgãos do paciente doador e vice-versa.

3 – Autorização familiar, como funciona? 

Após o diagnóstico de morte encefálica, os parentes do falecido são consultados e orientados em relação à doação de órgãos e tecidos. É importante reforçar que a remoção de órgãos só é iniciada quando a família autoriza o procedimento. 

4 – O que ocorre depois da autorização? 

É feita a coleta de sangue. O objetivo é analisar a presença de anticorpos do HIV, hepatite B e C, HTLV, sífilis, doença de Chagas, citomegalovírus e toxoplasmose. Também são aplicados exames gerais de avaliação do fígado e dos rins. Após todas essas avaliações, o doador é transferido para a cirurgia de remoção de órgãos.

5 – Como se cadastrar para ser doador de órgãos? 

Basta entrar no site da Aliança Brasileira Pela Doação de Órgãos e Tecidos e fazer seu cadastro. Além disso, é importante falar para sua família que deseja ser um doador, para que, após sua morte, os familiares (até segundo grau de parentesco) possam autorizar, por escrito, a retirada dos órgãos.

6 – Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Não existe dúvida quanto ao diagnóstico. O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar.

7 – Tempo de isquemia (máximo que cada órgão resiste à falta de circulação e oxigenação sanguínea) de cada órgão? 
  • coração: 4 horas;
  • pulmão: 4 a 6 horas;
  • rim: 48 horas;
  • fígado: 12 horas;
  • pâncreas: 12 horas;
  • intestino: 4 a 6 horas.

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