O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afastou a juíza Janaina Cassol Machado do cargo no último dia 18. Foi ela a responsável por mandar prender Luíz Carlos Cancellier de Olivo, o ex-reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em 2017.
Após a prisão e a repercussão do caso, três semanas depois o Cancellier cometeu suicídio.
Neste ponto é importante lembrar que o TCU (Tribunal de Contas da União) avaliou como “improcedente” a representação contra o ex-reitor e solicitou o arquivamento do processo durante uma sessão no último dia 4.
Além de ser suspendida do cargo, a juíza sofre um processo administrativo que vai investigar a conduta da jurista.
Relembre o caso
Luiz Carlos Cancellier foi preso em setembro de 2017 pela Polícia Federal em decorrência da Operação Ouvidos Moucos, que apurava suspeita de irregularidades nos repasses ao curso de EaD (Ensino à Distância).
Apesar da ausência de acusação formal, ele foi acorrentado na prisão, passou por revista íntima e foi afastado da UFSC. Três semanas depois, Cancellier cometeu suicídio.
Em um bilhete divulgado pelo seu irmão, o ex-reitor escreveu “minha morte foi decretada quando fui banido da universidade”.
Em nota a UFSC respondeu que:
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entende que não cabe qualquer manifestação da instituição sobre o tema da matéria, visto tratar-se de decisão do CNJ relacionada a um processo judicial sem nenhuma relação com o caso envolvendo o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo.
*Via ND+




